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TCU abre brecha e governo marca leilão do pré-sal

TCU abre brecha e governo marca leilão do pré-sal

O Tribunal de Contas da União (TCU) criou uma regra de transição para, na prática, retirar o obstáculo que havia criado para a realização de leilões do governo federal até o fim deste ano. Isso destrava o leilão da área excedente do pré-sal, que pode render cerca de R$ 100 bilhões à União.

A determinação recente do tribunal era de que o governo teria de enviar informações sobre os leilões com 150 dias de antecedência da publicação dos editais. A decisão de quarta-feira, 04, do TCU é de que a nova exigência só valerá a partir de 2019, abrindo a possibilidade de o governo federal realizar até o fim do ano o leilão de excedente da cessão onerosa, que ficaria inviabilizado se o prazo fixado pelo TCU há duas semanas passadas lhe fosse aplicado, como revelaram o jornal O Estado de S. Paulo e o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado). A notícia fez as ações da Petrobrás subirem 5,4% (PN) e 4,8% (ON) no pregão de quarta-feira.

“Saudamos a decisão do TCU. Vamos programar leilão do óleo excedente da cessão onerosa para 29 de novembro”, afirmou o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix, após a decisão do tribunal de contas.

A licitação do petróleo excedente do pré-sal pode render R$ 100 bilhões em bônus de outorga ao governo. É com o dinheiro arrecadado nessa disputa que a União pretende pagar a Petrobrás pela revisão do contrato da cessão onerosa.

O acordo foi fechado pela Petrobrás com a União em 2010 e permitiu à estatal explorar 5 bilhões de barris de petróleo em campos do pré-sal, sem licitação. Em troca, a empresa pagou R$ 74,8 bilhões. Nos anos seguintes, porém, a cotação do barril de petróleo caiu muito, motivada por tensões geopolíticas e preocupações quanto ao desempenho da economia, entre outros fatores. Em razão disso, a Petrobrás alega que pagou à União um valor muito alto no acordo de 2010 e argumenta ter direito de ser ressarcida.

Na quarta-feira, 04, a corte de contas decidiu adiar a vigência da regra para 2019, o que vai permitir ao governo fazer o leilão ainda neste ano. A data de 29 de novembro não foi escolhida à toa. Os editais normalmente preveem que os vencedores do leilão paguem o bônus de outorga 30 dias após a data da licitação. Por isso, para que o dinheiro entre ainda neste ano, ele deve ser pago até o dia 28 de dezembro, uma sexta-feira.

Conforme publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) na semana passada, o governo ainda não tem as informações sobre o leilão do óleo excedente da cessão onerosa prontas para o envio, nem está próximo de concluir o levantamento de todos os dados necessários. Entre os dados estão a descrição do objeto a ser desestatizado, a previsão de valor de investimentos, relevância e localização do objeto e cronograma da licitação.

Projeto

Na quarta-feira também a Câmara dos Deputados encerrou a votação do projeto que trata das condições da revisão desse acordo. Foram rejeitados todos os destaques – emendas que modificavam o texto apresentado pelo relator, deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE), ex-ministro de Minas e Energia (MME). A proposta agora segue para votação no Senado.

Para que o projeto de lei passe a ter validade, ele ainda precisa ser votado no Senado e, depois, sancionado pela Presidência da República. O texto-base do projeto de lei havia sido aprovado há duas semanas, mas ainda faltava concluir a votação dos destaques, que poderiam mudar o teor da proposta.

A proposta traz uma redação mais clara para os pontos em que não havia consenso e afasta “zonas cinzentas” do contrato, dando conforto para que integrantes do governo e da Petrobrás possam assinar a revisão sem questionamentos futuros. Fontes consultadas pela reportagem disseram que a proposta torna o acordo “objetivo e viável”, já que o contrato original era mal redigido e dava margem para interpretações diferentes.

Entre outros pontos, o projeto permite que a Petrobrás possa vender até 70% dos 5 bilhões de barris a que tem direito na área para outras empresas. A proposta também dispensa os consórcios dos quais a Petrobrás participa de seguir as regras da Lei das Estatais para a compra de itens, produtos e serviços. Isso vai liberar os consórcios para aquisições a partir de convite a uma lista de fornecedores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Governo vai mapear órgãos com excesso ou carência de mão de obra

Governo vai mapear órgãos com excesso ou carência de mão de obra para remanejar servidores

Ideia é começar por áreas administrativas e que geralmente têm funções comuns aos órgãos, como licitação e gestão de folha de pagamento

04 Julho 2018 | 18h40

BRASÍLIA – O governo vai fazer um amplo mapeamento para verificar quais órgãos ou empresas estatais estão com excedente de mão de obra e quais precisam de reforços na equipe para cumprir suas atividades. A ideia é traçar um perfil desses servidores, a partir da formação profissional e dos cargos ocupados, para identificar quais poderão ser remanejados e para onde. A medida é o passo seguinte à portaria publicada hoje pelo Ministério do Planejamento, que abre caminho para que as realocações de servidores sejam feitas sem impedimentos jurídicos.

++ Projeto congela salário de servidores

++ Governo diz que terá de adiar reajuste de servidores para fechar as contas em 2019

O ministro substituto do Planejamento, Gleisson Rubin, explicou que não há uma meta para o número de remanejamentos e que o processo será conduzido com cautela, após o governo ter esse mapa detalhado dos excessos e das deficiências de pessoal.

Congresso - Brasília
Congresso Nacional  Foto: Dida Sampaio/Estadão

A ideia é começar o mapeamento por áreas administrativas e que geralmente têm funções comuns aos órgãos, como licitação, gestão de folha de pagamento, logística pública, tecnologia da informação ou assessoramento jurídico. “São funções que seguem regras comuns a todos os órgãos. Então, evidentemente é mais fácil encontrar situações que permitam mobilização de servidores”, disse Rubin.

Em observações preliminares, a pasta já identificou que há potencial para remanejar 9,4 mil dos 10,6 mil servidores que hoje trabalham na gestão de folha de pagamento de aposentados e pensionistas do governo federal. Como a intenção do governo é montar uma estrutura centralizada para fazer esse gerenciamento, com digitalização de documentos e processos, a necessidade de mão de obra vai diminuir. Para essa estrutura central, serão requisitados apenas 1,2 mil servidores.

Outros candidatos ao remanejamento são os 2,6 mil servidores da Infraero que ficaram sem função após a concessão de dez aeroportos antes administrados pela estatal nos últimos anos. As concessionárias que arremataram o direito de exploração dos terminais contrataram funcionários próprios, e a Infraero acabou ficando com uma folha de pagamento inchada e com empregados ociosos. Nem o programa de desligamento voluntário, com vantagens para quem aceitasse sair da empresa, surtiu o efeito desejado.

Solar5 BSB DF – Brasília/50 anos – NACIONAL – Embargo – Especial Brasília 50 anos. Como acontece todo ano na mesma data, o sol nasce entre as duas torres do Congresso Nacional a cada aniversario da cidade, 21 de abril, simbolizando um espetáculo da natureza . 19/04/2010. FOTO: DIDA SAMPAIO/AE

Agora, parte desses 2,6 mil servidores poderá ser reaproveitada em outros órgãos ou estatais, disse Rubin. “Significa que todos os 2,6 mil serão movimentados? Não necessariamente. A portaria tem todas as cautelas e pré-requisitos de olhar a formação profissional de cada um, o cargo que ele exercia no órgão de origem, se esse cargo é aderente com a necessidade do outro órgão”, explicou o ministro substituto e secretário-executivo da pasta.

“A ideia é que nós analisemos caso a caso quais são as disponibilidades e as necessidades, e o Ministério do Planejamento vai exercer papel de órgão que vai tentar equacionar ou equilibrar esses dois lados”, acrescentou.

Os órgãos que tiverem seus servidores requisitados não poderão negar o pedido, mas haverá uma avaliação criteriosa sobre a necessidade do remanejamento. O Ministério do Planejamento diz que não é intenção da pasta fazer deslocamentos discricionários dos servidores, cujas situações serão analisadas caso a caso. O governo vai avaliar inclusive os custos de transferências que envolvam mudança de cidade ou de Estado para ver se, nessa situação, a realocação será justificada.

O servidor que for transferido manterá todos os direitos e vantagens concedidos pelo órgão ou entidade de origem. Por outro lado, ele não receberá remuneração ou vantagem que seja paga pelo órgão de destino, mesmo que elas sejam maiores.

A previsão desse artigo na portaria evita que, no futuro, esses servidores aleguem desvio de função e peçam equiparação salarial na Justiça. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) já deu ganho de causa, por exemplo, a servidores do Serpro, empresa de processamento de dados do governo federal, que ficaram à disposição da Receita Federal no passado e acionaram a União para receber a diferença salarial.

“A portaria deixa claro que o servidor que é movimentado para compor força de trabalho permanece com todos os direitos, todas as vantagens e todos os benefícios que são associados ao cargo que ele ocupa no órgão de origem, como se em efetivo exercício ele estivesse no órgão de origem”, enfatizou Rubin.

“Não há que se falar em desvio de função, em prejuízo aos quadros de quem cede, porque esse estudo será feito previamente a cada um dos quadros envolvidos no processo. O próprio servidor vai ter essas informações de forma muito clara. Ele leva para o próximo órgão toda a situação funcional, sem alteração alguma. Então não caberá aí nenhum tipo de questionamento futuro quanto a potenciais perdas, já que elas não existirão”, disse.

Governo paraense estuda medidas para garantir que recursos da Ferrovia Carajás – Pará

Governo paraense estuda medidas para garantir que recursos da Ferrovia Carajás fiquem no Pará

Governo Federal irá transferir para outros entes as compensações para a renovação da concessão da ferrovia de Carajás, localizada em boa parte em solo paraense para transporte de riquezas minerais. Governo do Pará exigiu que a compensação pelo uso de suas riquezas beneficie também o desenvolvimento do Pará.


Por G1 PA, Belém

 

Ferrovia de Carajás (Foto: Agência Pará )Ferrovia de Carajás (Foto: Agência Pará )

Ferrovia de Carajás (Foto: Agência Pará )

O Governo Federal irá transferir para outros entes as compensações para a renovação da concessão da ferrovia de Carajás, da Vale, localizada em boa parte em solo paraense para transporte de riquezas minerais. O Governo do Pará lamentou a decisão da esfera federal nesta quarta-feira (4) e disse que irá tomar as medidas cabíveis contra a decisão. Em nota, o Governo do Pará reiterou que tem compromisso com o federalismo, mas exigiu que a compensação pelo uso de suas riquezas beneficie também o desenvolvimento do Pará e não apenas o de outras regiões.

O governo paraense contatou a bancada federal paraense para que se mobilizasse em Brasília (DF) e já acionou a Procuradoria Geral do Estado para que verifique quais medidas jurídicas podem ser tomadas com urgência para garantir seu direito legítimo junto ao Governo Federal.

Para o Governo do Pará, ao invés de aplicar recursos em outros empreendimentos que em nada podem contribuir com o desenvolvimento do estado, a compensação pode ser utilizada diretamente no projeto da Ferrovia Paraense. A proposta, defendida pelo Governo do Pará, já foi tema de audiências públicas, viagens nacionais e internacionais, além de expedientes e audiências com o Governo Federal.

O esforço já rendeu a garantia de carga, despertou o interesse de grandes investidores e se tornou o projeto que pode representar a oitava maior ferrovia do mundo na atualidade, segundo estudos de mercado da SCI Verkehr GmbH, reputada empresa de consultoria em logística, com sede na Alemanha.

Em nota a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) disse que defende a importância da Ferrovia Paraense para o sistema logístico nacional, com reflexo, inclusive, na diminuição do Custo Brasil, já que vai encurtar distâncias e reduzir gastos com transporte de cargas, a partir da conexão com a Ferrovia Norte-Sul, em vias de ser retomada pelo Governo Federal. “Essa sim é uma opção viável, sólida e concreta de garantir que a compensação seja feita em solo paraense e não em outras regiões, deixando aqui apenas os impactos ambientais e socioeconômicos dos grandes projetos, o que não mais aceitaremos, conforme determina a Lei de Socioeconomia”, diz a nota.

Simaria escreve texto emocionante sobre pausa para cuidar da saúde

Simaria escreve texto emocionante sobre pausa para cuidar da saúde

Enquanto termina de se recuperar de uma tuberculose ganglionar, a cantora viajou para as Maldivas com a família

A cantora Simaria, 36 anos, precisou dar um tempo na carreira para se recuperar de uma tuberculose ganglionar enquanto a irmã Simone cumpria sozinha agenda de shows da dupla sertaneja. A previsão é de que ela retorne aos palcos no início de agosto e, aproveitando a pausa para cuidar da saúde, Simaria viajou para as Maldivas com o marido e os filhos. “Há anos que não conseguia ficar grudada com a minha família, eu só trabalhei”, escreveu em seu perfil do Instagram.

“As vezes é preciso parar! Parar pra se cuidar e refletir. Olhar com a razão, e não com o coração. Sempre me entreguei a tudo que faço, doando o máximo de mim e, muitas vezes, cheguei a esquecer que aqui existia uma pessoa que precisava olhar pra si mesma e se colocar em primeiro lugar.

Foi preciso ficar doente pra entender isso mas, hoje, estou aqui pra agradecer a Deus por cada coisa que ele concede em minha vida. Agradeço a ele por nunca, nunca, me deixar só. Por sempre cuidar de mim e de todas as pessoas que eu amo. Esses dias aqui em Maldivas foi como um remédio para a minha saúde e minha alma.

Há anos que não conseguia ficar grudada com a minha família, eu só trabalhei. Sabe, a frase que a gente mais escuta é “aproveite esse momento da carreira de vcs” e, com isso, acabamos esquecendo que a vida é muito mais simples do que se pode imaginar. Esse tempo foi sagrado pra mim.

Nunca esquecerei de tudo que passei e de tudo que aprendi. Obrigada, senhor, pela familia magica que contruí . Obrigada, senhor, por ser tão maravilhoso comigo. Eu te amo, Deus!”

Planos de saúde ressarciram SUS em R$ 358 milhões no primeiro semestre

Planos de saúde ressarciram SUS em R$ 358 milhões no primeiro semestre

Agência Brasil

O valor representa 61,07% do total repassado ao longo de todo o ano passado (R$ 585,4 milhões), quando foi registrado um recorde no montante do ressarcimento, de acordo com a ANS. Desde 2018, as operadoras já tiveram que ressarcir R$ 2,18 bilhões ao SUS.

O ressarcimento ao Sistema Único de Saúde, estabelecido pela Lei 9.656 de 1998, é uma obrigação das operadoras de restituir despesas com os beneficiários do SUS que estejam cobertos pelos respectivos planos.

Feirão Digital movimentou 381,5 mil e vendeu mais de 160 televisores em Rio Branco

Feirão Digital movimentou 381,5 mil e vendeu mais de 160 televisores durante dois dias em Rio Branco

Sinal analógico vai ser desligado em 14 de agosto em três cidades do Acre. Ação foi feita pela Rede Amazônica Acre, Seja Digital e lojistas.


Feirão digital vendeu 160 televisores em Rio Branco (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)

Feirão digital vendeu 160 televisores em Rio Branco (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)

Dois dias e uma movimentação de R$ 381, 5 mil com venda de conversores, antenas e televisores. Esse foi o balanço de dois dias de feirão digital que ocorreu na sexta (29) e sábado (30), em Rio Branco, em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro.

A ação é uma iniciativa da Rede Amazônica Acre, Seja Digital e lojistas, porque o sinal analógico vai ser desligado no dia 14 de agosto deste ano em três cidades do Acre: Rio Branco, Senador Guiomard e Bujari. A intenção era dar descontos e oferecer facilidades na compra dos televisores e conversores.

Dois grandes grupos participaram do evento, lojas da Eletrônica Halley e Lojas Gazin. A primeira empresa ofereceu conversores, kits e antenas. A Halley vendeu mil kits digitais , além de 2015 conversores e 100 antenas, faturando durante o feirão, R$ 111.500.

Lojas comemoraram vendas em Rio Branco (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)Lojas comemoraram vendas em Rio Branco (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)

Lojas comemoraram vendas em Rio Branco (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)

Já as lojas Gazin, venderam 169 televisores, com vendas que alcançaram R$ 270 mil. O gerente de vendas do grupo, Gerônimo Neto, disse que o balanço foi positivo e que a loja estudou a melhor maneira de atrair os clientes.

“Dos clientes que atendemos, a maioria fechou negócio, poucos ainda estavam pesquisando. Nós tivemos três produtos, de 32, 40 e 43 polegadas. Fizemos um preço diferenciado para pagamento à vista e também parcelamos os valores em até 10 vezes. Um diferencial muito grande”, destaca.

A Rede Amazônica se reúne novamente com empresário nos próximos dias para discutir se um novo feirão deve ser feito antes que o sinal analógico seja desligado.

Feirão Digital ocorreu na sexta-feira (29) e no sábado (30) (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)Feirão Digital ocorreu na sexta-feira (29) e no sábado (30) (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)

Feirão Digital ocorreu na sexta-feira (29) e no sábado (30) (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)

Documento Nacional de Identificação, que será digital, substituirá RG e CPF ainda este ano

O novo Documento Nacional de Identificação (DNI), que vai substituir vários documentos de identificação pessoal, para reunir de forma online as informações do cidadão, está em fase de testes e estará disponível para o público em geral ainda no início desse semestre. O novo documento digital será emitido pelos Correios e reunirá dados da identidade (RG), do CPF, do título de eleitor e da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A fase-piloto da emissão do DNI ocorrerá apenas na agência central dos Correios em Brasília (DF) e será destinada somente aos empregados da empresa. O início dos testes, que terão duração de 30 dias, está previsto para a próxima semana.

Após essa fase, será estabelecido um cronograma de implantação do serviço em todo o país. Segundo os Correios, não haverá recebimento de documentos físicos nas agências de atendimento. Para ter acesso ao DNI, o cidadão precisará ter o registro biométrico já feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou seja, deverá ter a digital cadastrada no título de eleitor, além do aplicativo instalado no smartphone para realização de um pré-cadastro.

O atendimento nas agências dos Correios será apenas para a validação dos dados já registrados no TSE. Após essa fase, o documento ficará disponível. A agência da ECT vai fornecer uma chave de acesso a ser utilizada no aplicativo baixado no celular.

Jogo do Brasil na Copa vai encurtar semana de trabalho no Congresso

Jogo do Brasil na Copa vai encurtar semana de trabalho no Congresso

Festa junina de São João também deve diminuir quórum de parlamentares do Nordeste. Mesmo assim, estão marcadas sessões de votações na Câmara, no Senado e uma conjunta do Congresso.

Por Alessandra Modzeleski, Fernanda Calgaro e Gustavo Garcia, G1, Brasília

Câmara deve votar projeto para que a Petrobras transfira direitos de explorar o pré-sal.

O jogo do Brasil na Copa do Mundo contra a Sérvia na tarde da próxima quarta-feira (27) vai encurtar a semana de trabalhos no Congresso Nacional.

As festas de São João previstas para esta semana também devem diminuir a presença de parlamentares, especialmente, os da região Nordeste.

Apesar disso, está agendada para terça-feira uma sessão conjunta do Congresso, com deputados e senadores, para analisar vetos presidenciais a projetos aprovados pelo Legislativo.

Na pauta da sessão do Congresso, está o veto a trechos do projeto que trata da reoneração da folha de pagamento para alguns setores. O texto também eliminava a cobrança de PIS-Cofins sobre o óleo diesel até o fim deste ano.

Câmara e Senado

Para tentar compensar o jogo da seleção no meio da semana, a Câmara tem sessões de votações convocadas a partir desta segunda-feira (25). Geralmente, as sessões acontecem de terça a quinta.

No Senado, estão marcadas sessões para terça e quinta-feira (28). No dia da partida do Brasil, tanto Câmara quanto Senado não terão votações de plenário e funcionarão em horário diferenciado.

O primeiro item na pauta do Senado é a conclusão da análise do projeto que divulga a lista de pessoas físicas e empresas beneficiadas com isenções fiscais.

Entre os projetos na pauta da Câmara, está a conclusão da análise da proposta que permite à Petrobras transferir para outras empresas até 70% dos direitos de exploração de 5 bilhões de barris de petróleo por meio do chamado acordo de cessão onerosa.

O texto-base do projeto foi aprovado na última semana. Mas o plenário ainda precisa analisar três dos oito destaques (emendas apresentadas pelos parlamentares a fim de alterar pontos do texto).

Os deputados também vão tentar, mais uma vez, concluir a votação dos destaques do projeto que altera as regras para o cadastro positivo, uma espécie de “selo de bom pagador”.

Outros temas

  • Simples Nacional – O projeto em pauta na Câmara abre um novo prazo para que micro e pequenas empresas endividadas parcelem as suas dívidas por meio do Refis e, com isso, retornem para o Simples Nacional, programa de simplificação tributária. O Refis da microempresa tinha sido aprovado em dezembro passado para tentar ajudar empresas devedoras de impostos. Mas foi barrado pelo presidente Michel Temer em janeiro em razão de limitações orçamentárias. O veto presidencial acabou derrubado pelo Congresso em abril, mas não impediu a exclusão das microempresas do Simples no início do ano em razão de dívidas tributárias.
  • Eletrobras – Na pauta dos deputados, também está um requerimento de urgência para acelerar a tramitação do projeto que trata da venda de distribuidoras da Eletrobras. A proposta autoriza a venda de seis distribuidoras da Eletrobras na região Norte e Nordeste.
  • Agrotóxico – A Comissão que analisa as mudanças na legislação sobre agrotóxicos se reúne nesta segunda-feira para discutir e votar o parecer da proposta que flexibiliza as regras para o uso das substâncias. Alvo de polêmica na Câmara, o texto enfrenta resistência de parte dos integrantes da comissão, que o apelidaram de “PL do veneno”.

Greve dos caminhões detona guerra entre tubaínas e Coca-Cola

Greve dos caminhões detona guerra entre tubaínas e Coca-Cola

Pequenas fabricantes de refrigerantes acusam Coca-Cola e Ambev de concorrência desigual e apoiam decreto de Temer que muda cobrança do IPI.

São Paulo – De um lado, pequenas marcas locais de refrigerantes. Do outro, grandes companhias como Coca-Cola e Ambev. É esse o cenário de uma briga antiga do setor de bebidas, que ganhou vida nova recentemente.

Os fabricantes da bebida foram escolhidos pelo governo para ajudar a pagar a conta bilionária do desconto no preço do diesel, criado após a greve dos caminhoneiros. A medida desagradou grandes empresas, mas, curiosamente, atendeu a uma demanda antiga de pequenos produtores do setor, das chamadas tubaínas, que se dizem prejudicados na hora de concorrer com essas gigantes.

mudança proposta em um decreto do governo é a seguinte: o xarope de refrigerante passará a pagar uma alíquota de 4% de IPI, contra os 20% que eram cobrados anteriormente. Aparentemente, portanto, é uma redução no imposto. Leia mais: Greve dos caminhoneiros deflagra guerra dos lobbies por por benefício fiscal 

Porém, muitas companhias do setor, em especial as grandes, produzem esse xarope na Zona Franca de Manaus, com isenção de tributos. Então, os 20% de IPI que seriam cobrados dessas companhias na verdade tornam-se créditos para elas.

A empresa não paga os 20% porque está na Zona Franca de Manaus. Mas na hora que o xarope sai de Manaus para as engarrafadoras que estão em outros Estados, elas ganham um crédito de 20%. Com a nova regra proposta pelo governo, o desconto passa a ser de 4%.

“Fica impossível empreender no setor de bebidas no Brasil e abrir uma concorrência leal”, afirma Fernando Bairros, presidente da Afrebras (Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil).

A associação representa pelo menos 132 companhias de refrigerantes, dentre elas o Guaranita Cibal, de Passa Quatro (MG), o Devito, de Catanduva (SP), e o Guaraná Pureza, de Riacho Queimado (SC), no mercado há 113 anos.

Segundo a entidade, além do crédito recebido, as grandes companhias superfaturam o produto que sai da Zona Franca, aumentando ainda mais a distorção. Material divulgado pela Afrebras afirma que o preço do concentrado produzido em Manaus “chega a ser 20 vezes maior que o insumo produzido nos demais estados”.

A lógica, segundo a Afrebras, é aumentar artificialmente o preço para assim ganhar mais nos créditos de IPI. A renúncia fiscal das multinacionais de concentrado localizadas na Zona Franca de Manaus foi de 9,1 bilhões de reais em 2016, diz a entidade.

Isso tem levado à morte de diversas pequenas fabricantes de refrigerantes, afirma Bairros. Em 1960 eram 892 empresas no setor; em 2015 ficaram 235, diz. Para as que sobrevivem, a consequência é a dificuldade de crescer. “Os pequenos acabam ficando restritos a seus próprios Estados, para economizar na distribuição. Muitos também não conseguem usar embalagens de vidro, que são ecológicas, mas mais caras”, afirma.

14 mil postos de trabalho

Do outro lado dessa briga está a Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas), entidade que reúne 59 fabricantes, dentre elas Coca-Cola, Pepsi e Ambev.

A associação diz que representa tanto grandes quanto pequenas fabricantes ,e defende que sua presença na Zona Franca de Manaus movimenta a economia local.  Segundo ela, há hoje 31 fabricantes de concentrados na região, responsáveis por 14 mil postos de trabalho. A entidade diz ainda que o “regime de compensações tributárias da Zona Franca de Manaus, reconhecidamente bem sucedido como modelo de desenvolvimento regional, está disponível para empresas de todos os portes”. Segundo a associação, 90% do concentrado utilizado pelas indústrias brasileiras de refrigerantes vem da região.

Questionada sobre a acusação de superfaturamento dos xaropes, a associação afirmou que “não há prática desigual nem qualquer concorrência desleal” por parte de suas associadas.

A Abir tem pressionado o governo para reverter a decisão sobre o IPI e ameaça cortar os 14 mil empregos que gera na região amazônica. Segundo os fabricantes, com o decreto, há aumento de 8% nos preços dos refrigerantes para os consumidores, o que provocará recuo de 15% nas vendas, com queda de R$ 6 bilhões de faturamento e R$ 1,7 bilhão na arrecadação de impostos. Segundo a Abir, a mudança na tributação inviabiliza a presença da indústria em Manaus.

Na visão da Afrebras, o problema não está nos incentivos para atividade econômica na Zona Franca de Manaus, mas no fato de essas empresas fabricarem o xarope por lá. “Criou-se essa figura do xarope de refrigerante, que na verdade tornou a matéria-prima para o produto final. A Zona Franca de Manaus deveria ter apenas empresas de produtos finais”, diz Bairros. O correto para uma concorrência saudável, na visão da Afrebras, seria que cada fabricante fizesse o seu concentrado internamente.

O tema será debatido hoje em audiência pública em Brasília. O governo espera arrecadar 740 milhões de reais com a mudança somente este ano. Para o ano que vem, a expectativa é de um incremento de 1,9 bilhão de reais na arrecadação.

Vale registrar que a Afrebras assinou recentemente um acordo com o Cade(Conselho Administrativo de Defesa Econômica), onde responde a um processo por práticas anticompetitivas. A suspeita é de combinação de preços entre os integrantes da associação. Em nota, a entidade afirma que não infringe normas de proteção e defesa da concorrência.

Refrigerante e filé mignon

Essa não é uma briga nova. Em março deste ano, o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) julgou procedente um pedido da Fazenda Nacional sobre o caso.

Uma nota no site da Receita Federal afirma o seguinte: “(…) a prática que vem sendo adotada por grandes empresas do setor é a de se aproveitarem de benefícios fiscais oriundos de insumos de baixo valor agregado. Dentre os insumos que geram créditos os para fabricantes de bebidas, incluem-se até mesmo substâncias que são adquiridas no centro do país e passam por simples reacondicionamento em Manaus”.

Também não é primeira vez que o governo tenta mexer no IPI do xarope de refrigerante, que já foi alvo da então presidente Dilma Rousseff, em 2013.

O cabo de guerra das empresas de refrigerantes aparece em um momento de forte tensão para o governo, que desde a greve dos caminhoneiros busca conciliar interesses de diversos setores da economia.

Além do desconto de R$ 0,46 no preço do diesel, o governo também prometeu aos caminhoneiros criar uma tabela do frete. Só que a medida é considerada nociva pelo Cade. Segundo documento enviado pelo órgão ao STF (Superior Tribunal Federal), a tabela cria uma espécie de cartel, tem graves efeitos ao consumidor, prejudica o mercado e representa uma afronta à livre concorrência. Os caminhoneiros ameaçam parar o país novamente caso a reivindicação não seja atendida.

A celeuma expõe ainda um problema antigo, que é o dos benefícios fiscais. Só em 2018 a União vai abrir mão de R$ 283,4 bilhões por causa de benefícios fiscais. Na lista dos produtos agraciados com um desconto nos impostos estão itens como salmão, caviar, filé mignon e todos os tipos de queijo. Alguém, certamente, está pagando essa conta.

Comissão eleitoral divulga locais de votação do IMPRO – Rondonópolis

Comissão eleitoral divulga locais de votação do IMPRO

São esperado os votos de 2.971 servidores que deverão escolher os candidatos da Chapa 1 e Chapa 2
Servidores devem eleger neste quinta-feira (14) quem fica a frente do IMPRO - Foto: Varlei Cordova / AGORA MATO GROSSO- Foto: Varlei Cordova / AGORA MATO GROSSO
Servidores devem eleger neste quinta-feira (14) quem fica a frente do IMPRO – Foto: Varlei Cordova / AGORA MATO GROSSO

Há dois dias das eleições que decidirá quem vai ficar à frente do Instituto Municipal de Previdência dos Servidores de Rondonópolis (Impro), o órgão divulgou nesta terça-feira (12), os locais que devem receber as seis urnas de votação na quinta-feira (14). São esperado os votos de 2.971 servidores que deverão escolher os candidatos da Chapa 1 e Chapa 2.

A votação começa às 7h30 e segue até as 17h no Paço Municipal, onde todas as Secretarias Municipais estão reunidas e os servidores poderão votar. Outros locais de votação são sede do Impro, onde receberam os servidores aposentados, pensionistas e assegurados.  As Secretárias de Educação e Saúde também são locais de votação. As escolas CAIC e Bonifácio Sachetti, devem atender as unidades escolares de toda a região, com 15 escolas para a CAIC e 9 para a Bonifácio.

Leia também:  Mato Grosso tem o 3º maior rendimento per capita do Centro Oeste

De acordo com Rozalina Ruiz, que faz parte da comissão eleitoral, somente a Educação tem mais de 52% dos votos, com 1.197 eleitores e que a expectativa do Impro seja alcançada. Pois todos os pré-requisitos desta eleição foram realizados de acordo com a segurança jurídica.

- Foto: Varlei Cordova / AGORA MATO GROSSO
Rozalina Ruiz é membro da comissão eleitoral do IMPRO – Foto: Varlei Cordova / AGORA MATO GROSSO

“Cumprimos a lei que pede seis urnas espalhadas em diferentes locais da cidade. Se eu posso ter o direito de escolha, não posso deixar de escolher” explicou Ruiz.

Os dois candidatos Roberto Carlos (chapa 1) e Cláudia Lugli (Chapa 2), cumpriram todos os critérios para a concorrer a eleição, exigidos pelo CPA 10.

Em todos os locais de votação terá a presença de dois mesários, mais um membro da comissão e dois fiscais de cada chapa, para assegurar a votação.