Educação

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Como Apimentar sua Vida Sexual: 5 dicas para fazer isso

Chega um momento na vida de qualquer casal em que o sexo se torna um ato um tanto previsível e comum.

Você conhece seu parceiro muito bem e pode prever o que ele gosta. Mas é sempre bom testar coisas novas, não é mesmo?

A diversidade e a exploração de maneiras de apimentar sua vida sexual são a chave para uma vida sexual saudável.

Sua vida íntima é tão importante quanto qualquer outra coisa. Não deixe que isso se torne rotina – coloque seus esforços nisso e você notará que seu relacionamento melhorará.

Neste artigo, vamos explorar como você e seu parceiro podem explorar coisas novas, de acessórios simples a instrumentos extremamente excêntricos – prepare-se para ampliar sua variedade de atividades.
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As melhores maneiras de apimentar sua vida sexual

  1. Experimente algo ousado

Um fato conhecido é que nossa aparência desempenha um papel vital nos resultados de sedução.

Ao adicionar um simples acessório ao seu look ou lingerie, todo o ambiente muda drasticamente.

Os acessórios são capazes de despertar a imaginação e impressionar, surpreender e criar um visual estético em apenas alguns minutos.

Navegue na loja da Boutique Luxuria para encontrar novidades de roupas exclusivas. Temos diversos artigos de lingerie e outros acessórios incríveis, perfeito para apimentar as coisas.

O design único e os materiais de qualidade tornam esses itens duráveis e prontos para servir por anos.

Se você quer algo mais extravagante e inusitado, acessórios ousados são a escolha perfeita. Experimente utilizar materiais diferentes como couro e/ou com design mais ousado.

Dica no site: Afrodisíacos Femininos

  1. Demonstre que está apaixonado

Não há tempo para dúvidas! Se você está pensando em diversificar sua vida sexual, esse é o momento perfeito para optar por algumas coisas que surpreendam positivamente seu parceiro.

Os acessórios são importantes: ajudam a excitar o seu parceiro e a criar um momento especial para ambos.

Coleiras e gargantilhas são os produtos mais populares que as pessoas compram para seduzir seus parceiros e deixar claras algumas fantasias profundas.

É bom adicionar um elemento ousado à sua rotina – afrodisíacos, por exemplo, podem despertar novas sensações e trazer algo único e especial para sua relação.

Dica no site:  Fantasias

  1. Aqueça a temperatura ao máximo

Se os dois pontos anteriores não foram suficientes para você – temos uma dica ainda mais excitante.

Dominação e submissão são uma espécie de prática erótica que traz excitação e interesse à sua vida.

Não importa se você é iniciante ou um especialista experiente, conseguir um ou dois acessórios excêntricos é sempre bom.

A cultura BDSM está repleta de jogos intrigantes, experimentos e diversão. Uma variedade incessante de produtos existe para tornar sua vida íntima diversificada e luxuriosa.

Como sabemos, o BDSM inclui não apenas submissão e domínio consensual, mas envolve disciplina, sadomasoquismo e muito mais.

Este é um nível superior tanto para os relacionamentos quanto para a vida íntima. Converse com seu namorado ou namorada e conheça mais sobre seus gostos e fetiches.

Acessórios de BDSM podem ajudar a explorar essa fantasia e torná-la ainda mais divertida.

Dica do site: Vibrador Articulável Silicone Almofadado Liebe Bend it USB

  1. Adicione brinquedos sexuais a sua rotina

Os brinquedos sexuais são uma ótima opção para explorar sensações novas em seu relacionamento.

E o lado bom é que existe uma enorme variedade de brinquedos adultos que com certeza trarão algo novo para sua vida.

Vibradores tradicionais, de sucção, anéis penianos e os dildos clássicos, são algumas das opções mais conhecidas.

No entanto, com a tecnologia e a procura por uma vida sexual mais saudável, existe uma série de brinquedos adultos que se destacam por sua originalidade e performance.

Conheça em nossa loja, os vibradores de língua, que emulam o sexo oral, assim como vibradores 2 em 1 que estimulam tanto o clitóris como a vagina.

Adicione um ou mais desses brinquedos a sua rotina e veja como eles podem fazer a diferença em sua relação.

Dica do site: Jogos Eróticos

  1. Experimente os sentidos

Nossos sentidos são aquilo em que confiamos. Para apimentar as coisas na cama, você pode pregar peças em seu parceiro, privando seus sentidos.

Esta é uma ótima maneira de dar asas à imaginação e deixar que ela o conduza na direção do prazer e da alegria.

Existem vários produtos com os quais você pode excitar seu parceiro. Vendas feitas de couro genuíno intensificariam outros sentidos, tornando a excitação ainda mais forte.

Capuzes de látex ou tecido também poderiam servir como cobertura para os olhos e a boca. Uma máscara de couro complementaria sua roupa e deixaria seu amante louco por você.

Não importa o que você escolha, tudo o que importa é que você e seu parceiro estejam ativamente pesquisando, experimentando e melhorando novas maneiras de apimentar sua vida sexual. Seja ousado e atencioso.

Boutique Luxúria Sex shop possui uma grande variedade de brinquedos e outros acessórios sexuais perfeitos para o seu prazer!

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Crianças pagam mensalidade em escola na Índia recolhendo plástico

Uma escola na Índia encontrou uma maneira de ajudar o meio ambiente.

Os alunos pagam a mensalidade com plástico.

Toda semana, eles trazem para a escola pelo menos 25 itens descartáveis de plástico à escola.

A escola Akshar Foundation School foi criada por um casal, que vive no Estado de Assam, nos pés da cordilheira do Himalaia. Ela é mantida por uma fundação, que, por sua vez, vive de doações.

A fundação diz que as “mensalidades” pagas com plástico ajudam a estimular um senso comunitário entre alunos, pais e escola. E ajudam também a conscientizar sobre o perigo da queima de plásticos.

“Decidimos coletar plástico de nossos alunos porque tínhamos um problema. Ouvimos relatos deles de que queimavam plástico quase todos os dias nos meses de inverno. Os estudantes faziam isso para se aquecer. Então, tornamos [a coleta] obrigatória”, diz Parmita Sharma, cofundadora da Akshar Forum.”

Os alunos também criam “tijolos ecológicos” a partir de garrafas plásticas.

O próximo passo é construir caminhos ligando as diferentes partes da escola.

“Os alunos também estão ficando mais conscientes – agora eles sabem que o plástico é ruim para a saúde; queimar plástico é ruim. Eles estão conversando com seus pais sobre os efeitos nocivos, conscientizando-os”, acrescenta Parmita.
Além disso, muitas dessas crianças desprivilegiadas tinham deixado a escola para ganhar dinheiro, mas aqui encontraram uma maneira de ajudar no orçamento de casa enquanto aprendem.

A escola paga as crianças mais velhas por hora para ensinar as mais novas. À medida que avançam academicamente, seu salário aumenta.

Os cursos vocacionais também ajudam a melhorar suas aptidões.

“Esperamos que eles obtenham habilidades suficientes para que possam se tornar independentes”, diz Parmita.

“Estamos tentando desenvolver um modelo pelo qual proporcionamos desde escolarização até emprego”, acrescenta.

A escola começou com 20 alunos. Hoje, são mais de 100 estudantes aprendendo em cabanas de bambu.

O casal espera agora replicar este modelo em toda a Índia.

A Índia é o segundo país mais populoso do mundo depois da China, mas sofre com a extrema pobreza. Um em cada cinco indianos vive abaixo da linha da pobreza (menos de US$ 1,25 por dia ou R$ 5).

Aberta as inscrições da Olimpíada de Língua Portuguesa organizada pelo MEC e Itaú Social

Professores das redes públicas estaduais e municipais podem aderir ao programa até 30 de abril, que conta com apoio do CENPEC

Professores das redes públicas e estaduais podem fazer inscrições até 30 de abril para a 6ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa. Este ano a homenageada é a escritora mineira Conceição Evaristo, cujas obras abordam questões étnico-raciais.

A iniciativa é do Ministério da Educação (MEC) e Itaú Social e tem como objetivo apoiar os professores no ensino da leitura e escrita junto às ações que integram o programa Escrevendo o futuro que dispõe de material formativo para a sala de aula. Na edição de 2016 foram mais de 50.494 redações enviadas.

Com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC), os alunos produzirão textos sob o título “O lugar onde vivo”, um estímulo à reflexão sobre as realidades locais. O concurso é destinado a estudantes do 5º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio.

São oferecidas cinco categorias que variam de acordo com o ano escolar: poema, memórias literárias, crônica, documentário, artigo de opinião e relato de prática, este último destinado aos professores.

Premiação

Entre as premiações está uma imersão pedagógica internacional para os professores e viagem cultural em território brasileiro para os estudantes. As escolas dos alunos vencedores receberão como prêmio acervo para reforço da biblioteca.

“A Olimpíada confirma a importância da educação na perspectiva do desenvolvimento integral do aluno. Estamos falando da compreensão de todos os conteúdos que se apresentam dentro e fora da escola, por meio da leitura e da escrita. Saber se expressar amplia repertórios e a capacidade de compreensão do mundo, fortalecendo a cidadania”, defende a superintendente do Itaú Social, Angela Dannemann.

Seleção

Para participar da Olimpíada a Secretaria de Educação à qual a escola é vinculada deve fazer inscrição pelo site www.escrevendoofuturo.org.br/concurso  .

Após as oficinas, as escolas terão até 19 de agosto para encaminhar os textos. Nas etapas municipal e estadual, serão selecionados os 569 estudantes e 443 professores semifinalistas. Em seguida, ocorre a etapa regional, com cinco encontros, um para cada categoria, para a seleção dos 173 alunos e 135 professores finalistas. Ainda nessa fase, serão conhecidos os 20 professores-autores dos melhores Relatos de Prática. Na final, programada para dezembro, serão anunciados os 32 estudantes vencedores nacionais.

As comissões julgadoras são compostas por pais, membros da comunidade, especialistas de universidades, representantes das instituições parceiras, do MEC e do Itaú Social.

Vacinação contra sarampo e poliomielite bate meta, diz Saúde

Vacinação contra sarampo e poliomielite bate meta, diz Saúde

Campanha vacinou 95% das crianças menores de cinco anos; faixa etária de um ano foi a única que não atingiu índice desejado

São Paulo — O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (17) que a campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite atingiu 95% do público-alvo e cumpriu a meta estabelecida pela agência federal.

A ofensiva para imunizar crianças menores de cinco anos nos municípios brasileiros teve início em agosto e terminou na última sexta-feira. Ao todo, a campanha registrou uma cobertura vacinal de 95,4% para pólio e de 95,3% para sarampo.

No entanto, meio milhão de crianças com um ano não receberam as doses recomendadas. Essa faixa etária foi a única que não chegou a 95%, com cobertura de 88%.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 4,4 mil municípios tiveram sucesso. Dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI) mostram que foram aplicadas 21,4 milhões de doses das vacinas (10,7 milhões de cada).

A Campanha deste ano foi indiscriminada, ou seja, todas as crianças de um ano a menores de cinco anos tiveram que se imunizar independentemente da situação vacinal.

Em nota, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, afirmou que o empenho de toda a população e dos profissionais de saúde foi essencial para garantir o sucesso da campanha. “O resultado positivo é responsabilidade de todos que entenderam a importância de mantermos elevadas coberturas vacinais para evitar que doenças eliminadas voltem a circular no país, como tem acontecido com o sarampo. A vacina é a forma mais eficaz de proteger nossas crianças contra essas doenças”, disse o ministro.

Estados

De acordo com os números, quinze estados bateram a meta. No entanto, Alagoas, Rio Grande do Norte, Amazonas, Bahia, Acre, Pará, Piauí, Roraima, Rio de Janeiro e o Distrito Federal ainda não conseguiram vacinar 95% das crianças.

Por orientação do Ministério da Saúde, essas regiões deverão buscar alternativas para atingir a taxa de imunização. Os estados terão até 28 de setembro para apresentar os dados ao órgão.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a Secretaria de Estado de Saúde prorrogou até o próximo sábado (22) a campanha. Nesse dia, haverá um novo “Dia D de vacinação”. Até a semana passada, a cobertura vacinal no estado estava em 79% contra a poliomielite e de 80% contra o sarampo.

Evitar novo surto de sarampo

A Campanha de Vacinação deste ano foi motivada para evitar um novo surto de sarampo. Até a última semana, já havia 1,6 mil casos confirmados da doença viral no país. Outros 7 mil ainda estão em investigação.

A infecção, causada por um vírus altamente contagioso, havia sido considerada erradicada no Brasil em 2016 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os estados que concentram o maior número de casos são Amazonas, com 1,3 mil pessoas infectadas, e Roraima, que registrou 301 ocorrências. Até o momento, as duas regiões foram as únicas que reportaram mortes em decorrência do sarampo, com quatro vítimas em cada estado.

Patente de remédio para hepatite C barra produção de genérico nacional

Patente de remédio para hepatite C barra produção de genérico nacional

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial autorizou a patente do Sofosbuvir, retroviral fabricado pela farmacêutica americana Gilead Sciences

São Paulo — O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu nesta terça-feira (18) a patente do medicamento Sofosbuvir para a farmacêutica Gilead Sciences.

Com a decisão, a fabricação de genéricos para tratar a hepatite C pela Farmanguinhos-Fiocruz, que já estava autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fica parada. Agora, apenas a companhia americana poderá vender o remédio no país.

A produção nacional do sofosbuvir genérico geraria uma economia de 1 bilhão de reais ao Ministério da Saúde. Em agosto deste ano, o ministério publicou que o tratamento de 84 dias com o medicamento da indústria privada custa 6,9 mil dólares por paciente.

O INPI afirmou que aprovou a patente para apenas uma molécula do Sofosbuvir feita pela Gilead. “No pedido inicial havia 126 reivindicações referentes a várias moléculas”, disse por nota.

Segundo o órgão, vinculado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a decisão se baseou nos critérios técnicos previstos na Lei da Propriedade Industrial.  Além disso, diz que os interessados podem recorrer por meio de processo de nulidade da patente.

O instituto cita ainda que África do Sul, Colômbia, União Europeia, Estados Unidos, Índia, Japão e Rússia já concederam patentes semelhantes à que foi deferida agora.

Já a Farmanguinhos-Fiocruz afirmou que recebeu com surpresa a notícia da autorização da patente e que “com a produção do genérico, o custo do medicamento seria de um quarto do valor praticado pela indústria estrangeira.”

Procurada, a Gilead Sciences disse que o “sofosbuvir propiciou uma revolução no tratamento da doença e é importante dizer que inovação e propriedade intelectual são essenciais para que continuemos a investir em pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos, resultando na melhoria de vida dos pacientes.”

Acrescentou, ainda, que a empresa está comprometida em fornecer medicamentos inovadores e economicamente sustentáveis para o país. Além de reforçar o compromisso de apoiar o governo brasileiro no projeto de eliminação da doença.

Em nota, o Conselho Nacional de Saúde afirmou que em 2017 já havia solicitado ao INPI que “levasse em consideração os interesses da saúde pública para que o medicamento pudesse ser produzido no país.”

De acordo com o presidente do conselho, Ronald Ferreira dos Santos, a decisão do INPI pode afetar gravemente o combate à doença no Brasil. “Estamos mobilizando os recursos políticos, técnicos e jurídicos para preservar o interesse da saúde pública do povo brasileiro“, disse em entrevista a EXAME.

Ativistas criticam patente

A organização Médicos Sem Fronteiras emitiu um comunicado nesta terça-feira sobre a “equivocada decisão do INPI de conceder a patente do medicamento à empresa Gilead Sciences.”

De acordo com a ong, atualmente há cerca de 700 mil pessoas com hepatite C que não têm acesso ao tratamento por conta do alto custo. Agora, a farmacêutica “terá o monopólio do sofosbuvir, controlando o preço do medicamento e limitando o acesso à cura da hepatite C.”

Já a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids também se manifestou contra a concessão da patente. “A decisão é desastrosa, porque consolida o monopólio da farmacêutica e inviabiliza a compra da versão genérica brasileira, muito mais barata”.

Afirmou, ainda, que a patente pode significar que o Brasil não conseguirá expandir o tratamento da hepatite C para todas as pessoas que precisam e não conseguirá cumprir com compromissos internacionais assumidos, tais como a erradicação da doença até 2030.

Hepatite

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas. Em alguns casos, a doença não apresenta nem sintomas.

As hepatites virais são inflamações causadas por vírus que são classificados por letras do alfabeto em A, B, C, D e E.

No Brasil, mais de 70% (23.070) dos óbitos por hepatites virais são decorrentes da Hepatite C, seguido da Hepatite B (21,8%) e A (1,7%). Em 2017, foram registrados 40 mil novos casos de hepatite viral.  O tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.

Orientações sobre idade mínima na educação infantil saem até setembro

Orientações sobre idade mínima na educação infantil saem até setembro

Por Mariana Tokarnia* – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O parecer com as orientações deverá ser definido pelo CNE até o dia 14 de setembro. Em nota, o conselho adianta que vai reafirmar as orientações que vem dando nos últimos anos, de que as crianças que já estejam frequentando alguma etapa da educação infantil ou o primeiro ano do ensino fundamental não sejam prejudicadas e que continuem sem interrupção ou retenção o seu percurso, mesmo que façam aniversário depois de 31 de março. Já as crianças que vão ingressar na educação infantil ou no primeiro ano do ensino fundamental sem ter frequentado escola anteriormente devem seguir a data de 31 de março.

No último dia 1º, o STF decidiu manter a validade da norma que definiu a idade mínima em que crianças podem ser matriculadas no ensino fundamental nas escolas públicas e particulares.

Crianças da educação infantil em sala de aula
Educação infantil (Arquivo/ Agência Brasil)

Por maioria de votos, a Corte julgou constitucionais resoluções editadas pelo CNE em 2010. As regras definiram que a matrícula no primeiro ano do ensino fundamental só pode feita se a criança tiver completado 6 anos de idade até o dia 31 de março do ano da matrícula. Dessa forma, se ainda tiver 5 anos, a criança deve continuar na educação infantil até completar o critério. A decisão vale também para o ingresso de crianças de 4 anos na pré-escola. Da mesma forma, podem ingressar na etapa apenas aqueles com a idade completa até 31 de março.

Escolas particulares

A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) orienta as unidades de ensino a manter o planejamento das matrículas e a seguir as orientações já vigentes em cada estado, respeitando também as decisões judiciais. Segundo o presidente da Fenep, Ademar Batista Pereira, o processo de matrícula das escolas privadas vai geralmente até setembro.

“Nossos advogados se reuniram e, como ainda há muita coisa a ser discutida e o setor produtivo não pode esperar, é preciso trabalhar. Orientamos as escolas a manter [as regras vigentes]. Há um entendimento de que deve haver uma transição”.

Em nota, a entidade diz que entende que ainda há dúvidas e que o STF não se pronunciou sobre a forma de solução de eventual conflito entre normas gerais oriundas do CNE e normas específicas previstas em legislação estadual ou municipal, validamente editadas pelas assembleias legislativas e câmaras de Vereadores em cada estado e município. A corte também não se posicionou sobre os efeitos de sua decisão diante das medidas judiciais transitadas em julgado.

Na nota, a Fenep acrescenta que aguarda a publicação dos acórdãos do STF e que as orientações poderão mudar: “quaisquer conclusões e orientações aqui oferecidas serão objeto de nova reflexão e ponderação, no momento em que o texto integral das decisões seja oficialmente publicado”.

Escolas públicas

A orientação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) é de que os municípios, que são responsáveis pela maior parte das matrículas na educação infantil e ensino fundamental, aguardem as orientações do CNE. “A maioria dos municípios já adota a resolução, já faz matrícula do aluno na idade correta, até 31 de março. Isso não vai gerar nenhum grande problema porque a maioria já trabalha dessa forma”, diz o presidente da Undime, Alessio Costa Lima.

Para ele, a medida preserva o direito à infância. “Entendemos que, do ponto de vista pedagógico, é mais coerente manter as matrículas dentro da faixa etária, sem antecipações. Senão a criança é submetida a situações de mais ansiedade e estresse. Às vezes, ela tem alguma habilidade a mais de leitura, mas não tem maturidade suficiente para a série que foi antecipada”, explica.

Desenvolvimento infantil

A especialista em educação infantil Célia Santos, que faz parte do comitê diretivo Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (Mieib) e da rede da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, concorda com Lima e afirma que a decisão do STF deverá padronizar o ingresso de crianças em cada etapa de ensino, respeitando o desenvolvimento delas.

“Essa resolução do CNE é uma tentativa de disciplinar a entrada da crianças no ensino fundamental. Quando não tinha isso, qualquer família achava que a criança tinha maturidade, que já aprendeu e que poderia ir para os anos iniciais do ensino fundamental, antecipando o desenvolvimento emocional e a vivência de educação infantil”, diz.

O ministro da Educação, Rossieli Soares, também comemorou a decisão: “Nosso entendimento é de que o impacto é positivo. A maior parte dos sistemas, especialmente os públicos, já estava funcionando com essa regra, uma regra votada pelo CNE, já consolidada dentro dos sistemas. Nós temos logicamente algumas escolas, especialmente privadas, que têm outras regras que precisarão se adaptar”.

Segundo Soares, essa é uma decisão que tem sido discutida há muitos anos no Brasil e no mundo inteiro, mostrando que as crianças, se você antecipa processos de aprendizagem, podem ter prejuízo no futuro”.

Baixo rendimento em pesquisa internacional preocupa futuro da educação no Brasil

Baixo rendimento em pesquisa internacional preocupa futuro da educação no Brasil

 

61% dos alunos brasileiros não conseguiram chegar à última questão da primeira prova durante a avaliação internacional de educação básica, o Pisa.

Resultado dos estudantes brasileiros foram muito abaixo do esperado na média geral

Foto: Marcelo Horn/ GERJ/Fotos Públicas

A educação brasileira está precisando de mais atenção a cada dia. É o que mostra uma recente pesquisa comandada pelo professor do Insper e da USP Naercio Menezes Filho. 

O resultado mostra que 61% dos alunos que participaram de uma importante avaliação internacional de educação básica, o Pisa, não conseguiram chegar à última questão da primeira parte da prova. O resultado final só poderia apontar que os alunos brasileiros foram mal na média geral. O Pisa mede o nível educacional de jovens de 15 anos por meio de provas de Leitura, Matemática e Ciências.

Para a socióloga e professora da Faculdade de Educação da USP Maria Victoria Benevides, em entrevista a Rádio Brasil Atual, não se pode atribuir esse desempenho apenas a uma eventual falta de motivação dos estudantes, mas a um problema mais profundo na educação brasileira.

É preciso, segundo a socióloga “avaliar as condições socioeconômicas desses alunos e principalmente de suas famílias”. Já que segundo ela, não concluir a prova é uma ponta de iceberg.

“A situação não é de tristeza, é trágica, mas nos empurra, mobiliza e incentiva a lutar contra o descalabro da educação brasileira. E não só a educação, mas um conjunto de políticas sociais”, conta a diretora em entrevista à Rádio Brasil Atual.

“Quando fazemos pesquisas específicas, mais detalhadas, vemos que uma boa parte dos alunos de escolas públicas não tem em casa a possibilidade de um apoio, de um incentivo, porque, às vezes, a mãe é chefe da família, trabalha fora. Ou seja, não têm incentivos para fazer as lições e estudar, não têm essas condições”, enfatiza.

dirigente do Sindicato e vice-presidenta de Juventude da UNI Américas Lucimara Malaquias acredita que discussões precisam ir mais além. E que nada adianta se o sistema e a dinâmica da sala de aula não respeitar a diversidade dos estudantes. A discussão sobre a educação precisa envolver pais, alunos, professores e a sociedade como um todo.

“A falta de acesso dos alunos ao ensino de qualidade penaliza os mais pobres, aprofunda as desigualdades sociais e reduz o grau de competitividade do Brasil em relação a outros países por conta da falta de mão de obra qualificada. Por isso, o envolvimento de todos ajudará não só olhar o investimento mas, se discutirá a eficiência e fiscalização do sistema educacional no Brasil”, comenta a dirigente.

A socióloga também aborda que outro problema que pode estar na condição dos professores, e que acaba refletindo na sala de aula. “Na imensa maioria – não digo em todas – das escolas do sistema público os professores continuam sofrendo um verdadeiro abuso, no sentido de salários, de condições de trabalho e de reconhecimento da sociedade. E exatamente por conta dos salários baixos, muitos não conseguem “vestir a camisa” daquela escola, participar ativamente do projeto político-pedagógico, porque é obrigado a trabalhar em duas, três escolas, sai de uma e tem que ir correndo pra outra”, comenta.

 Para ela a questão é crucial e enquanto não buscar a valorização dos professores, que também tiveram uma formação em instituições escolares com esse tipo de deficiência, a situação nunca irá melhorar.

Lei do teto de gastos

A socióloga destaca também que o governo Temer só piora as condições da educação no Brasil, principalmente, após o congelamento dos gastos por 20 anos.

 “Essa legislação é de um governo ilegítimo. É criminosa contra o povo brasileiro. É um crime congelar políticas sociais por 20 vinte anos, incluindo aí a educação e a saúde. Isso nunca foi feito e não conheço outro país que tenha feito uma coisa horrorosa dessas. Acho que essa legislação tem que ser revogada e, isso tem que decorrer de manifestações populares com a maior prioridade”, afirma.