Governo britânico deve ‘se desculpar’ sobre acusação de envenenamento, diz Moscou

Governo britânico deve ‘se desculpar’ sobre acusação de envenenamento, diz Moscou

 

Moscou declarou, nesta quinta-feira (5), que o governo britânico deve “se desculpar” com a Rússia e com a comunidade internacional por suas acusações de envenenamento de duas pessoas na Inglaterra, vítimas do agente neurotóxico Novitchok, já usado contra um ex-espião russo em março.

“O governo de Theresa May e seus representantes terão de se desculpar por tudo que fizeram, tanto com a Rússia, quanto com a comunidade internacional. Isso virá mais tarde, mas virá”, declarou aos jornalistas a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.

A Rússia também pediu à Polícia britânica que não se envolva “com os sujos jogos políticos”.

“Pedimos às forças da ordem britânicas que não cedam aos sujos jogos políticos iniciados por certas forças em Londres e que cooperem, nessa investigação, com as forças da ordem russas”, acrescentou Zakharova.

Simaria escreve texto emocionante sobre pausa para cuidar da saúde

Simaria escreve texto emocionante sobre pausa para cuidar da saúde

Enquanto termina de se recuperar de uma tuberculose ganglionar, a cantora viajou para as Maldivas com a família

A cantora Simaria, 36 anos, precisou dar um tempo na carreira para se recuperar de uma tuberculose ganglionar enquanto a irmã Simone cumpria sozinha agenda de shows da dupla sertaneja. A previsão é de que ela retorne aos palcos no início de agosto e, aproveitando a pausa para cuidar da saúde, Simaria viajou para as Maldivas com o marido e os filhos. “Há anos que não conseguia ficar grudada com a minha família, eu só trabalhei”, escreveu em seu perfil do Instagram.

“As vezes é preciso parar! Parar pra se cuidar e refletir. Olhar com a razão, e não com o coração. Sempre me entreguei a tudo que faço, doando o máximo de mim e, muitas vezes, cheguei a esquecer que aqui existia uma pessoa que precisava olhar pra si mesma e se colocar em primeiro lugar.

Foi preciso ficar doente pra entender isso mas, hoje, estou aqui pra agradecer a Deus por cada coisa que ele concede em minha vida. Agradeço a ele por nunca, nunca, me deixar só. Por sempre cuidar de mim e de todas as pessoas que eu amo. Esses dias aqui em Maldivas foi como um remédio para a minha saúde e minha alma.

Há anos que não conseguia ficar grudada com a minha família, eu só trabalhei. Sabe, a frase que a gente mais escuta é “aproveite esse momento da carreira de vcs” e, com isso, acabamos esquecendo que a vida é muito mais simples do que se pode imaginar. Esse tempo foi sagrado pra mim.

Nunca esquecerei de tudo que passei e de tudo que aprendi. Obrigada, senhor, pela familia magica que contruí . Obrigada, senhor, por ser tão maravilhoso comigo. Eu te amo, Deus!”

Planos de saúde ressarciram SUS em R$ 358 milhões no primeiro semestre

Planos de saúde ressarciram SUS em R$ 358 milhões no primeiro semestre

Agência Brasil

O valor representa 61,07% do total repassado ao longo de todo o ano passado (R$ 585,4 milhões), quando foi registrado um recorde no montante do ressarcimento, de acordo com a ANS. Desde 2018, as operadoras já tiveram que ressarcir R$ 2,18 bilhões ao SUS.

O ressarcimento ao Sistema Único de Saúde, estabelecido pela Lei 9.656 de 1998, é uma obrigação das operadoras de restituir despesas com os beneficiários do SUS que estejam cobertos pelos respectivos planos.

Curso online e gratuito de marketing digital para rádio e TV

Curso online ensina marketing digital para rádio e TV

Promovido pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de Santa Catarina (Sert/SC), “Marketing digital para Rádio e TV” é conduzido pelo jornalista Fernando Morgado. Curso online – e gratuito – está com inscrições abertas

O Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de Santa Catarina (Sert/SC) apresenta novidade voltada à capacitação dos profissionais do setor. Em parceria com o Sebrae local, a entidade lançou em 19 de junho o curso de marketing digital para rádio e TV. Gratuito e 100% online, o conteúdo é apresentado pelo jornalista, escritor e professor universitário Fernando Morgado.

Divulgado pelos organizadores como “pioneiro no Brasil”, o curso de marketing digital para rádio e TV é dividido em seis módulos. Ao todo, o materiais expostos por Fernando Morgado totalizam uma hora de duração. Online, ele pode ser acompanhado pelos interessados de qualquer hora e lugar – inclusive por meio de dispositivos móveis. De acordo com divulgação à imprensa, há dois objetivos centrais com o projeto. Engajar os profissionais do meio da comunicação é um deles. O outro é “engajar as emissoras e gerar novos olhares para o marketing”.

O público-alvo do curso é quem deseja ingressar no mercado de rádio e TV. O conteúdo elaborado também é voltado para quem, mesmo dentro do mercado de trabalho, planeja se atualizar, aperfeiçoando suas habilidades de marketing e evoluindo no quesito gestão do negócio. Dentro dos seis módulos, a aula virtual aborda tópicos que são comuns na rotina de uma empresa de comunicação. Entre os destaques estão:

  • Engajamento de funcionários;
  • Geração de novas ideias;
  • Posicionamento;
  • Concorrência;
  • Marca;
  • Pesquisa;
  • Relacionamento com ouvintes, telespectadores e anunciantes.

“O aluno aprende ferramentas importantes para lidar com a concorrência, gerenciar a comunicação interna e externa de uma emissora e criar ações que gerem mais vendas e audiência”, reforça a equipe responsável por se propor a ensinar técnicas de marketing digital para profissionais que desejam trabalhar – ou já estão trabalhando – em emissoras de rádio e televisão.

Mais de 100 alunos

No ar há 15 dias, o curso online de marketing digital para rádio e TV já capacitou, conforme divulgado pelo Sert/SC, 118 pessoas. Presidente da entidade, Carlos Alberto Ross sinaliza que o projeto está no caminho certo. “O objetivo do Sert-SC com esta iniciativa é alavancar o crescimento de suas filiadas, desenvolvendo cada vez mais o mercado catarinense”.

Apesar do comentário do representante do sindicato, o conteúdo não é voltado somente a quem é ou pretende morar em Santa Catarina. São expostas técnias que valem para profissionais da comunicação espalhados Brasil afora. Todos os alunos, catarinenses ou não, ganham acesso às vídeo-aulas. Filiados ao Sert-SC contam, entretanto, com dois recursos adicionais: acesso à apostila e certificado especial.

Inscrições abertas

As inscrições para o curso online e gratuito de marketing digital para rádio e TV estão disponíveis no site do Sert/SC.

Feirão Digital movimentou 381,5 mil e vendeu mais de 160 televisores em Rio Branco

Feirão Digital movimentou 381,5 mil e vendeu mais de 160 televisores durante dois dias em Rio Branco

Sinal analógico vai ser desligado em 14 de agosto em três cidades do Acre. Ação foi feita pela Rede Amazônica Acre, Seja Digital e lojistas.


Feirão digital vendeu 160 televisores em Rio Branco (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)

Feirão digital vendeu 160 televisores em Rio Branco (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)

Dois dias e uma movimentação de R$ 381, 5 mil com venda de conversores, antenas e televisores. Esse foi o balanço de dois dias de feirão digital que ocorreu na sexta (29) e sábado (30), em Rio Branco, em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro.

A ação é uma iniciativa da Rede Amazônica Acre, Seja Digital e lojistas, porque o sinal analógico vai ser desligado no dia 14 de agosto deste ano em três cidades do Acre: Rio Branco, Senador Guiomard e Bujari. A intenção era dar descontos e oferecer facilidades na compra dos televisores e conversores.

Dois grandes grupos participaram do evento, lojas da Eletrônica Halley e Lojas Gazin. A primeira empresa ofereceu conversores, kits e antenas. A Halley vendeu mil kits digitais , além de 2015 conversores e 100 antenas, faturando durante o feirão, R$ 111.500.

Lojas comemoraram vendas em Rio Branco (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)Lojas comemoraram vendas em Rio Branco (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)

Lojas comemoraram vendas em Rio Branco (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)

Já as lojas Gazin, venderam 169 televisores, com vendas que alcançaram R$ 270 mil. O gerente de vendas do grupo, Gerônimo Neto, disse que o balanço foi positivo e que a loja estudou a melhor maneira de atrair os clientes.

“Dos clientes que atendemos, a maioria fechou negócio, poucos ainda estavam pesquisando. Nós tivemos três produtos, de 32, 40 e 43 polegadas. Fizemos um preço diferenciado para pagamento à vista e também parcelamos os valores em até 10 vezes. Um diferencial muito grande”, destaca.

A Rede Amazônica se reúne novamente com empresário nos próximos dias para discutir se um novo feirão deve ser feito antes que o sinal analógico seja desligado.

Feirão Digital ocorreu na sexta-feira (29) e no sábado (30) (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)Feirão Digital ocorreu na sexta-feira (29) e no sábado (30) (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)

Feirão Digital ocorreu na sexta-feira (29) e no sábado (30) (Foto: Simone Chalub/Rede Amazônica Acre)

Documento Nacional de Identificação, que será digital, substituirá RG e CPF ainda este ano

O novo Documento Nacional de Identificação (DNI), que vai substituir vários documentos de identificação pessoal, para reunir de forma online as informações do cidadão, está em fase de testes e estará disponível para o público em geral ainda no início desse semestre. O novo documento digital será emitido pelos Correios e reunirá dados da identidade (RG), do CPF, do título de eleitor e da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A fase-piloto da emissão do DNI ocorrerá apenas na agência central dos Correios em Brasília (DF) e será destinada somente aos empregados da empresa. O início dos testes, que terão duração de 30 dias, está previsto para a próxima semana.

Após essa fase, será estabelecido um cronograma de implantação do serviço em todo o país. Segundo os Correios, não haverá recebimento de documentos físicos nas agências de atendimento. Para ter acesso ao DNI, o cidadão precisará ter o registro biométrico já feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou seja, deverá ter a digital cadastrada no título de eleitor, além do aplicativo instalado no smartphone para realização de um pré-cadastro.

O atendimento nas agências dos Correios será apenas para a validação dos dados já registrados no TSE. Após essa fase, o documento ficará disponível. A agência da ECT vai fornecer uma chave de acesso a ser utilizada no aplicativo baixado no celular.

Os Médicos britânicos em pé de guerra contra chatbot médico informático

Um programa informático apresentado como tão eficaz quanto um médico em termos de diagnóstico provocou uma polêmica no Reino Unido sobre até que ponto o sistema de saúde público pode confiar na inteligência artificial.

A companhia britânica Babylon, especialista em inteligência artificial que trabalha com o serviço nacional de saúde (National Health Service, NHS), afirma ter desenvolvido um programa que teve melhores resultados que os médicos em um teste.

O software, integrado em um aplicativo digital, convida o usuário a descrever seus sintomas em uma conversa por escrito parecida a mensagens de texto, e depois propõe um diagnóstico.

A empresa submeteu o programa à bateria de perguntas que costuma ser formulada aos estudantes de medicina e que é elaborada pelo Royal College of General Practitioners (RCGP), o organismo profissional que representa os clínicos gerais no Reino Unido.

O software obteve 81% de respostas corretas em sua primeira prova, quando a nota média dos futuros médicos foi de 72% durante os últimos cinco anos, segundo Babylon.

Um resultado “histórico”, comemorou Ali Parsa, fundador da empresa, durante uma apresentação em Londres na semana passada.

Com esta inovação, “a humanidade dá um passo importante em direção a um mundo em que ninguém será privado de conselhos de saúde seguros e precisos”, declarou.

Para Andrew Goddard, médico do NHS e presidente do Royal College of Physicians (RCP), uma organização internacional que reúne 34.000 médicos, a inteligência artificial é “o futuro”.

“A medicina necessita se envolver nesta via”, declarou na apresentação celebrada nas instalações do RCP.

– ‘Status quo defasado’ –

O Royal College of General Practitioners desaprova, no entanto, a iniciativa e as conclusões da empresa.

“Nenhum aplicativo, nenhum algoritmo poderá fazer o que faz um clínico geral”, afirma Martin Marshall, vice-presidente do RCGP.

“As máquinas são máquinas, os médicos são profissionais altamente formados e treinados. Os dois são incomparáveis, uma máquina pode ajudar um médico, mas nunca poderá substituí-lo”, afirma.

O RCGP também critica a escolha das perguntas introduzidas pela Babylon no software para o experimento.

Mobasher Butt, diretor médico da empresa, replicou acusando o RCGP de apoiar um “status quo defasado” em benefício de alguns poucos clínicos gerais.

A companhia afirma que seu objetivo é “tornar o serviço de saúde acessível, ao alcance de todas as pessoas do planeta”.

– Seleção de pacientes –

Em setembro, a Babylon lançou um aplicativo destinado aos pacientes do NHS. Atualmente é usado por 50.000 pessoas.

A empresa reivindica também dois milhões de usuários em Ruanda com seu aplicativo digital de saúde chamado “Um médico ao alcance da mão”. E trabalha com dois pesos pesados do setor – Samsung e Tencent – para ampliar a oferta e entrar em outros continentes.

“Acredito que estamos a ponto de fazer pela saúde o que o Google, por exemplo, fez com a informação”, estima Ali Parsa.

O fundador da empresa pede à comunidade médica que compartilhe a alegria pelo desenvolvimento da inteligência artificial, porque este ajudará a reduzir os custos.

O RCGP afirma que a Babylon “seleciona” seus pacientes e “deixa os serviços de medicina geral tratarem os casos mais complexos”.

“A forma como se usa corre o risco de desacreditar e minar os serviços de medicina geral tradicionais”, acrescenta.

Jogo do Brasil na Copa vai encurtar semana de trabalho no Congresso

Jogo do Brasil na Copa vai encurtar semana de trabalho no Congresso

Festa junina de São João também deve diminuir quórum de parlamentares do Nordeste. Mesmo assim, estão marcadas sessões de votações na Câmara, no Senado e uma conjunta do Congresso.

Por Alessandra Modzeleski, Fernanda Calgaro e Gustavo Garcia, G1, Brasília

Câmara deve votar projeto para que a Petrobras transfira direitos de explorar o pré-sal.

O jogo do Brasil na Copa do Mundo contra a Sérvia na tarde da próxima quarta-feira (27) vai encurtar a semana de trabalhos no Congresso Nacional.

As festas de São João previstas para esta semana também devem diminuir a presença de parlamentares, especialmente, os da região Nordeste.

Apesar disso, está agendada para terça-feira uma sessão conjunta do Congresso, com deputados e senadores, para analisar vetos presidenciais a projetos aprovados pelo Legislativo.

Na pauta da sessão do Congresso, está o veto a trechos do projeto que trata da reoneração da folha de pagamento para alguns setores. O texto também eliminava a cobrança de PIS-Cofins sobre o óleo diesel até o fim deste ano.

Câmara e Senado

Para tentar compensar o jogo da seleção no meio da semana, a Câmara tem sessões de votações convocadas a partir desta segunda-feira (25). Geralmente, as sessões acontecem de terça a quinta.

No Senado, estão marcadas sessões para terça e quinta-feira (28). No dia da partida do Brasil, tanto Câmara quanto Senado não terão votações de plenário e funcionarão em horário diferenciado.

O primeiro item na pauta do Senado é a conclusão da análise do projeto que divulga a lista de pessoas físicas e empresas beneficiadas com isenções fiscais.

Entre os projetos na pauta da Câmara, está a conclusão da análise da proposta que permite à Petrobras transferir para outras empresas até 70% dos direitos de exploração de 5 bilhões de barris de petróleo por meio do chamado acordo de cessão onerosa.

O texto-base do projeto foi aprovado na última semana. Mas o plenário ainda precisa analisar três dos oito destaques (emendas apresentadas pelos parlamentares a fim de alterar pontos do texto).

Os deputados também vão tentar, mais uma vez, concluir a votação dos destaques do projeto que altera as regras para o cadastro positivo, uma espécie de “selo de bom pagador”.

Outros temas

  • Simples Nacional – O projeto em pauta na Câmara abre um novo prazo para que micro e pequenas empresas endividadas parcelem as suas dívidas por meio do Refis e, com isso, retornem para o Simples Nacional, programa de simplificação tributária. O Refis da microempresa tinha sido aprovado em dezembro passado para tentar ajudar empresas devedoras de impostos. Mas foi barrado pelo presidente Michel Temer em janeiro em razão de limitações orçamentárias. O veto presidencial acabou derrubado pelo Congresso em abril, mas não impediu a exclusão das microempresas do Simples no início do ano em razão de dívidas tributárias.
  • Eletrobras – Na pauta dos deputados, também está um requerimento de urgência para acelerar a tramitação do projeto que trata da venda de distribuidoras da Eletrobras. A proposta autoriza a venda de seis distribuidoras da Eletrobras na região Norte e Nordeste.
  • Agrotóxico – A Comissão que analisa as mudanças na legislação sobre agrotóxicos se reúne nesta segunda-feira para discutir e votar o parecer da proposta que flexibiliza as regras para o uso das substâncias. Alvo de polêmica na Câmara, o texto enfrenta resistência de parte dos integrantes da comissão, que o apelidaram de “PL do veneno”.

Dólar é negociado a R$ 3,778; BC fará leilões de linha

Dólar é negociado a R$ 3,778; BC fará leilões de linha

Na B3, Ibovespa opera perto da estabilidade com ajuda da Petrobras

POR O GLOBO

Dólar, a moeda oficial dos Estados Unidos – Chris Ratcliffe/Bloomberg
ão de linha que será realizado pelo Banco Central (BC) ainda nesta segunda-feira. A divisa americana registra leve recuo de 0,15% ante o real, cotada a R$ 3,778. Na máxima do dia, o dólar subiu a R$ 3,786 e na mínima foi vendido a R$ 3,763. Já o Ibovespa, principal índice de ações local, vai na contramão do mercado externo e opera em leve alta de 0,09%, aos 70.707 pontos, com a ajuda da Petrobras.

O BC irá realizar às 15h20 um leilão de linha, em que emprestará US$ 3 bilhões das reservas internacionais. Trata-se de uma venda em que o BC se compromete a comprar de volta o montante ofertado, que é devolvido às reservas internacionais.

A autoridade monetária frisou ainda que continuará a atuar no câmbio por meio da venda de contratos de swaps cambiais (equivalente à venda de dólar no mercado futuro). Na semana passada, o BC tinha informado que injetaria US$ 10 bilhões no sistema por meio da venda de contratos de swaps cambiais tradicionais, entretanto, só ofertou metade da quantia. Na semana anterior, o BC já havia vendido US$ 24,5 bilhões desses papéis.

“Outra notícia que deve repercutir positivamente hoje no mercado de câmbio é o cancelamento por parte do STF do julgamento que poderia libertar o ex-presidente Lula. Diante da “mão pesada” do BC e do cancelamento do julgamento de Lula, o dólar abre a sessão desta segunda em queda, mas a tendência de alta da moeda americana, tanto aqui, como lá fora, permanece”, escreve Jefferson Luiz Rugik, da corretora de câmbio Correparti.

IBOVESPA EM QUEDA

Na B3, o Ibovespa, opera sob pressão do mercado externo. Ainda assim, a melhora do desempenho das ações da Petrobras impede a queda do indicador, embora no início da manhã ele tenha operado abaixo dos 70 mil pntos.

Entre os s papéis mais negociados, os papéis preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras sobem 3,37%, cotados a R$ 15,62, e os ordinários (ONs, com direito a voto) têm valorização de 1,74%, a R$ 18,07. As ações da estatal ganham força com a notícia de um acordo na justiça americana para encerrar uma ação coletiva. A valorização ocorre mesmo com a queda do petróleo no mercado externo – o barril do tipo Brent recua 1,28%, a US$ 74,58.

No exterior, as Bolsas apresentam viés negativo tendo ainda como cenário a disputa comercial entre os EUA e a China. Na noite de ontem o presidente americano, Donald Trump, ameaçou no Twitter retaliar países que não retirarem “barreiras artificiais” contra produtos americanos. Também circulam informações no mercado de que Trump se prepara para anunciar a restrição de investimentos da China em empresas americanas. As bolsas asiáticas fecharam negativas.

Na Europa, os principais pregões operam com quedas expressivas. As bolsas de Londres e Frankfurt, por exmeplo, apresentam quedas superiores a 2%. Nos Estados Unidos, o dia também é de perdas. A Nasdaq cai mais de 2%, enquanto o Dow Jojes e o S&P 500 têm perdas superiores a 1%.

 

Greve dos caminhões detona guerra entre tubaínas e Coca-Cola

Greve dos caminhões detona guerra entre tubaínas e Coca-Cola

Pequenas fabricantes de refrigerantes acusam Coca-Cola e Ambev de concorrência desigual e apoiam decreto de Temer que muda cobrança do IPI.

São Paulo – De um lado, pequenas marcas locais de refrigerantes. Do outro, grandes companhias como Coca-Cola e Ambev. É esse o cenário de uma briga antiga do setor de bebidas, que ganhou vida nova recentemente.

Os fabricantes da bebida foram escolhidos pelo governo para ajudar a pagar a conta bilionária do desconto no preço do diesel, criado após a greve dos caminhoneiros. A medida desagradou grandes empresas, mas, curiosamente, atendeu a uma demanda antiga de pequenos produtores do setor, das chamadas tubaínas, que se dizem prejudicados na hora de concorrer com essas gigantes.

mudança proposta em um decreto do governo é a seguinte: o xarope de refrigerante passará a pagar uma alíquota de 4% de IPI, contra os 20% que eram cobrados anteriormente. Aparentemente, portanto, é uma redução no imposto. Leia mais: Greve dos caminhoneiros deflagra guerra dos lobbies por por benefício fiscal 

Porém, muitas companhias do setor, em especial as grandes, produzem esse xarope na Zona Franca de Manaus, com isenção de tributos. Então, os 20% de IPI que seriam cobrados dessas companhias na verdade tornam-se créditos para elas.

A empresa não paga os 20% porque está na Zona Franca de Manaus. Mas na hora que o xarope sai de Manaus para as engarrafadoras que estão em outros Estados, elas ganham um crédito de 20%. Com a nova regra proposta pelo governo, o desconto passa a ser de 4%.

“Fica impossível empreender no setor de bebidas no Brasil e abrir uma concorrência leal”, afirma Fernando Bairros, presidente da Afrebras (Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil).

A associação representa pelo menos 132 companhias de refrigerantes, dentre elas o Guaranita Cibal, de Passa Quatro (MG), o Devito, de Catanduva (SP), e o Guaraná Pureza, de Riacho Queimado (SC), no mercado há 113 anos.

Segundo a entidade, além do crédito recebido, as grandes companhias superfaturam o produto que sai da Zona Franca, aumentando ainda mais a distorção. Material divulgado pela Afrebras afirma que o preço do concentrado produzido em Manaus “chega a ser 20 vezes maior que o insumo produzido nos demais estados”.

A lógica, segundo a Afrebras, é aumentar artificialmente o preço para assim ganhar mais nos créditos de IPI. A renúncia fiscal das multinacionais de concentrado localizadas na Zona Franca de Manaus foi de 9,1 bilhões de reais em 2016, diz a entidade.

Isso tem levado à morte de diversas pequenas fabricantes de refrigerantes, afirma Bairros. Em 1960 eram 892 empresas no setor; em 2015 ficaram 235, diz. Para as que sobrevivem, a consequência é a dificuldade de crescer. “Os pequenos acabam ficando restritos a seus próprios Estados, para economizar na distribuição. Muitos também não conseguem usar embalagens de vidro, que são ecológicas, mas mais caras”, afirma.

14 mil postos de trabalho

Do outro lado dessa briga está a Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas), entidade que reúne 59 fabricantes, dentre elas Coca-Cola, Pepsi e Ambev.

A associação diz que representa tanto grandes quanto pequenas fabricantes ,e defende que sua presença na Zona Franca de Manaus movimenta a economia local.  Segundo ela, há hoje 31 fabricantes de concentrados na região, responsáveis por 14 mil postos de trabalho. A entidade diz ainda que o “regime de compensações tributárias da Zona Franca de Manaus, reconhecidamente bem sucedido como modelo de desenvolvimento regional, está disponível para empresas de todos os portes”. Segundo a associação, 90% do concentrado utilizado pelas indústrias brasileiras de refrigerantes vem da região.

Questionada sobre a acusação de superfaturamento dos xaropes, a associação afirmou que “não há prática desigual nem qualquer concorrência desleal” por parte de suas associadas.

A Abir tem pressionado o governo para reverter a decisão sobre o IPI e ameaça cortar os 14 mil empregos que gera na região amazônica. Segundo os fabricantes, com o decreto, há aumento de 8% nos preços dos refrigerantes para os consumidores, o que provocará recuo de 15% nas vendas, com queda de R$ 6 bilhões de faturamento e R$ 1,7 bilhão na arrecadação de impostos. Segundo a Abir, a mudança na tributação inviabiliza a presença da indústria em Manaus.

Na visão da Afrebras, o problema não está nos incentivos para atividade econômica na Zona Franca de Manaus, mas no fato de essas empresas fabricarem o xarope por lá. “Criou-se essa figura do xarope de refrigerante, que na verdade tornou a matéria-prima para o produto final. A Zona Franca de Manaus deveria ter apenas empresas de produtos finais”, diz Bairros. O correto para uma concorrência saudável, na visão da Afrebras, seria que cada fabricante fizesse o seu concentrado internamente.

O tema será debatido hoje em audiência pública em Brasília. O governo espera arrecadar 740 milhões de reais com a mudança somente este ano. Para o ano que vem, a expectativa é de um incremento de 1,9 bilhão de reais na arrecadação.

Vale registrar que a Afrebras assinou recentemente um acordo com o Cade(Conselho Administrativo de Defesa Econômica), onde responde a um processo por práticas anticompetitivas. A suspeita é de combinação de preços entre os integrantes da associação. Em nota, a entidade afirma que não infringe normas de proteção e defesa da concorrência.

Refrigerante e filé mignon

Essa não é uma briga nova. Em março deste ano, o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) julgou procedente um pedido da Fazenda Nacional sobre o caso.

Uma nota no site da Receita Federal afirma o seguinte: “(…) a prática que vem sendo adotada por grandes empresas do setor é a de se aproveitarem de benefícios fiscais oriundos de insumos de baixo valor agregado. Dentre os insumos que geram créditos os para fabricantes de bebidas, incluem-se até mesmo substâncias que são adquiridas no centro do país e passam por simples reacondicionamento em Manaus”.

Também não é primeira vez que o governo tenta mexer no IPI do xarope de refrigerante, que já foi alvo da então presidente Dilma Rousseff, em 2013.

O cabo de guerra das empresas de refrigerantes aparece em um momento de forte tensão para o governo, que desde a greve dos caminhoneiros busca conciliar interesses de diversos setores da economia.

Além do desconto de R$ 0,46 no preço do diesel, o governo também prometeu aos caminhoneiros criar uma tabela do frete. Só que a medida é considerada nociva pelo Cade. Segundo documento enviado pelo órgão ao STF (Superior Tribunal Federal), a tabela cria uma espécie de cartel, tem graves efeitos ao consumidor, prejudica o mercado e representa uma afronta à livre concorrência. Os caminhoneiros ameaçam parar o país novamente caso a reivindicação não seja atendida.

A celeuma expõe ainda um problema antigo, que é o dos benefícios fiscais. Só em 2018 a União vai abrir mão de R$ 283,4 bilhões por causa de benefícios fiscais. Na lista dos produtos agraciados com um desconto nos impostos estão itens como salmão, caviar, filé mignon e todos os tipos de queijo. Alguém, certamente, está pagando essa conta.