Bombeiros são acionados em aeroporto de Nova York

Bombeiros foram acionados após relato de fumaça em trem de pouco de avião que vinha de São Paulo — Foto: Reprodução/TV GloboBombeiros foram acionados após relato de fumaça em trem de pouco de avião que vinha de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Bombeiros foram acionados após relato de fumaça em trem de pouco de avião que vinha de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Um vôo da Delta Airlines que saiu de São Paulo foi recebido por bombeiros assim que pousou no Aeroporto Internacional JFK, em Nova York, na manhã desta quinta (20). Segundo a emissora local ABC7, havia fumaça saindo dos freios da aeronave.

O Boeing 767-300 havia acabado de aterrissar, por volta das 6h, pela hora local, no Aeroporto quando a situação com a fumaça foi relatada.

Os bombeiros da Autoridade Portuária responderam e começaram a jogar água no trem de pouso sob a asa direita.

Ninguém ficou ferido e o avião foi levado para o portão para permitir o desembarque.

Governo estima conceder R$ 376 bi em incentivos fiscais em 2019

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

 

Deste total, R$ 306,9 bilhões correspondem a renúncias de tributos e R$ 69,8 bilhões, a subsídios.

A previsão foi apresentada na proposta de orçamento de 2019, enviada ao Congresso Nacional.

Os números apresentados na proposta orçamentária do ano que vem mostram estabilidade na comparação com 2018.

Isso porque, neste ano, os benefícios fiscais estão estimados em R$ 376,323 bilhões (R$ 125 milhões a menos), cerca de 5,4% do PIB.

Os benefícios fiscais só perderão validade se as leis que os instituíram forem alteradas pelo Congresso.

Benefícios fiscais concedidos pelo governo
Resultados desde 2010
Em R$ bilhões165,24165,24203,804203,804237,635237,635300,339300,339318,523318,523398,838398,838379,018379,018354,714354,714376,326376,326376,198376,198201020112012201320142015201620172018 (ESTIMATIVA)2019 (ESTIMATIVA)0100200300400500
Fonte: Ministério da Fazenda

Déficit fiscal

A concessão dos benefícios fiscais acontece em meio a um cenário de seguidos rombos fiscais nas contas públicas.

Desde 2014, o governo tem registrado déficits bilionários e a estimativa do ano que vem, por exemplo, é que as contas fechem com resultado negativo de R$ 139 bilhões (veja no gráfico abaixo).

Contas do governo federal
Resultados desde 2010
Saldo em R$ bilhões77,89177,89191,89191,89184,98884,98872,15972,159-23,482-23,482-120,502-120,502-161,275-161,275-124,261-124,261-159-159-139-139201020112012201320142015201620172018 (meta)2019 (meta)-200-150-100-50050100150
Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional

Composição dos benefícios

Houve uma mudança na composição dos benefícios fiscais. Com isso, os chamados “gastos tributários” deverão atingir o recorde histórico de R$ 306,397 bilhões no ano que vem – a estimativa do governo para este ano é de R$ 283,446 bilhões.

Ao mesmo tempo, os subsídios deverão recuar de R$ 92,88 bilhões neste ano para R$ 69,8 bilhões em 2019.

A explicação para a queda de subsídios é o fim do benefício ao diesel em dezembro deste ano, além da aprovação da Taxa de Longo Prazo (TLP), entre outros.

Na compração com o PIB, os benefícios cairão na comparação com os anos anteriores, mas superam os percentuais de 2012, 2011 e 2010 (veja abaixo).

Benefícios fiscais x PIB
Resultados desde 2010
Em %4,24,24,74,74,94,95,65,65,55,56,76,76,16,15,45,45,45,45,15,1201020112012201320142015201620172018 (estimativa)2019 (estimativa)44,555,566,57
Fonte: Ministério da Fazenda

Benefícios fiscais X gastos públicos

De acordo com o orçamento previsto para 2019, os benefícios fiscais somam mais recursos que os orçamentos das áreas de educação, saúde e segurança pública.

Conforme a previsão do governo, as três áreas terão, juntas, R$ 228 bilhões em 2019.

Mas, dos R$ 376,1 bilhões previstos em benefícios no ano que vem:

  • R$ 37,7 bilhões correspondem aos chamados “subsídios explíticos”, que, se cortados, poderiam ser revertidos em despesas;
  • R$ 32 bilhões correspondem aos “subsídios implícitos”, que não podem ser convertidos em gastos;
  • R$ 306 bilhões são renúncia de arrecadação e não podem ser revertidos em investimentos.

Paralelamente a isso, o governo não pode gastar mais no ano que vem porque as despesas já estão no limite do teto, instituído pelo novo regime fiscal.

Deste modo, as renúncias fiscais (R$ 306 bilhões) em 2019, se deixassem de ter validade, seriam revertidas para diminuir o rombo das contas públicas.

Detalhamento dos benefícios

Principais benefícios fiscais
Por setor
BENEFÍCIOS FINANCEIROS: 37,776BENEFÍCIOS CREDITÍCIOS: 37,024SIMPLES NACIONAL: 87,253ZONA FRANCA DE MANAUS: 24,727RENDIMENTOS ISENTOS E NÃO TRIBUTÁVEIS NO IRPF: 32,134DEDUÇÕES DO RENDIMENTO TRIBUTÁVEL – IRPF: 20,098AGRICULTURA E AGROINDÚSTRIA: 30,233ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS (IMUNES E ISENTAS): 24,258SETOR AUTOMOTIVO: 7,246CULTURA E AUDIOVISUAL: 1,93DESONERAÇÃO DA FOLHA DE SALÁRIOS: 9,562DEMAIS BENEFÍCIOS: 63,957
Fonte: Ministério da Fazenda

O maior benefício fiscal, isoladamente, é o Simples Nacional, no valor de R$ 87,253 bilhões em 2019. O programa tem tributação menor para as micro e empresas de pequeno porte.

Nesta semana, a Receita Federal informou que está notificando 716 mil empresas para cobrar dívidas que somam R$ 19,5 bilhões.

Recentemente, em entrevista ao G1, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, questionou os limites para o Simples Nacional. Podem se enquadrar no sistema as empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões em 2018.

“Quando você olha outros países, todo mundo tem tratamento tributário favorecido o para micro e pequena empresa. Mas o que é pequena e média empresa? Lá, pequena e média empresa, para efeito de tratamento fiscal favorecido, são US$ 150 mil de faturamento anual. Aqui é US$ 1,5 milhão, dez vezes mais. É esse tipo de discussão que precisa ser feita”, declarou ele na ocasião.

Um dos benefícios que mais subiram, no próximo ano, é para a indústria automotiva, somando R$ 7,246 bilhões em 2019. O valor vai mais do que triplicar em relação ao ano de 2018 (R$ 2,336 bilhões) e quase quintuplicar frente ao patamar de 2016 (R$ 1,47 bilhão).

Ao recomendar em junho que o Congresso Nacional aprove com ressalvas as contas de 2017 do governo do presidente Michel Temer, o Tribunal de Contas da União (TCU) criticou o elevado volume de renúncias autorizadas pelo governo no ano passado. Também concluiu, em junho, que quase metade das renúncias tributárias de 2018 não são fiscalizadas.

No começo deste ano, relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre a economia brasileira apontou que “avaliações rigorosas dessas políticas [de benefícios] são raras, mas as evidências existentes não conseguiram comprovar benefícios significativos à produtividade o ao investimento”.

“A submissão desses regimes especiais a avaliações sistemáticas permitiria identificar o escopo para redução dessas despesas fiscais”, acrescentou.

Em documento divulgado no mês passado, o Banco Mundial propôs reduzir os benefícios fiscais para melhorar as contas públicas. A instituição recomendou encerrar a desoneração da folha de pagamentos, eliminar o Simples “como parte da simplificação geral da tributação das empresas” e, também, pôr fim às deduções de gastos com planos de saúde do Imposto de Renda.

Aumento da dívida pública

O volume de benefícios fiscais contribui para o déficit nas contas públicas e, consequementemente, para o crescimento da dívida bruta, que, segundo o governo, deverá superar o patamar de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020.

A dívida bruta brasileira fechou o ano passado em patamar bem acima da média do Brics (grupo formado por Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul), dos países da América Latina e também das nações classificadas como “emergentes”, segundo dados do FMI.

A dívida bruta é um indicador acompanhado atentamente pelas agências de classificação de risco – que conferem notas aos países (o que funciona como uma recomendação, ou não, para investimentos).

Uma tendência crescente da dívida, em um cenário de ausência de reformas, pode gerar a piora na nota brasileira – com recomendação para que investidores estrangeiros retirem recursos do país.

Para analistas, os rombos fiscais bilionários nas contas públicas, e o aumento da dívida, podem gerar aumento da inflação, e também, das taxas de juros no Brasil nos próximos anos, prejudicando a confiança dos investidores e o nível de atividade.

Vacinação contra sarampo e poliomielite bate meta, diz Saúde

Vacinação contra sarampo e poliomielite bate meta, diz Saúde

Campanha vacinou 95% das crianças menores de cinco anos; faixa etária de um ano foi a única que não atingiu índice desejado

São Paulo — O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (17) que a campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite atingiu 95% do público-alvo e cumpriu a meta estabelecida pela agência federal.

A ofensiva para imunizar crianças menores de cinco anos nos municípios brasileiros teve início em agosto e terminou na última sexta-feira. Ao todo, a campanha registrou uma cobertura vacinal de 95,4% para pólio e de 95,3% para sarampo.

No entanto, meio milhão de crianças com um ano não receberam as doses recomendadas. Essa faixa etária foi a única que não chegou a 95%, com cobertura de 88%.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 4,4 mil municípios tiveram sucesso. Dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI) mostram que foram aplicadas 21,4 milhões de doses das vacinas (10,7 milhões de cada).

A Campanha deste ano foi indiscriminada, ou seja, todas as crianças de um ano a menores de cinco anos tiveram que se imunizar independentemente da situação vacinal.

Em nota, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, afirmou que o empenho de toda a população e dos profissionais de saúde foi essencial para garantir o sucesso da campanha. “O resultado positivo é responsabilidade de todos que entenderam a importância de mantermos elevadas coberturas vacinais para evitar que doenças eliminadas voltem a circular no país, como tem acontecido com o sarampo. A vacina é a forma mais eficaz de proteger nossas crianças contra essas doenças”, disse o ministro.

Estados

De acordo com os números, quinze estados bateram a meta. No entanto, Alagoas, Rio Grande do Norte, Amazonas, Bahia, Acre, Pará, Piauí, Roraima, Rio de Janeiro e o Distrito Federal ainda não conseguiram vacinar 95% das crianças.

Por orientação do Ministério da Saúde, essas regiões deverão buscar alternativas para atingir a taxa de imunização. Os estados terão até 28 de setembro para apresentar os dados ao órgão.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a Secretaria de Estado de Saúde prorrogou até o próximo sábado (22) a campanha. Nesse dia, haverá um novo “Dia D de vacinação”. Até a semana passada, a cobertura vacinal no estado estava em 79% contra a poliomielite e de 80% contra o sarampo.

Evitar novo surto de sarampo

A Campanha de Vacinação deste ano foi motivada para evitar um novo surto de sarampo. Até a última semana, já havia 1,6 mil casos confirmados da doença viral no país. Outros 7 mil ainda estão em investigação.

A infecção, causada por um vírus altamente contagioso, havia sido considerada erradicada no Brasil em 2016 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os estados que concentram o maior número de casos são Amazonas, com 1,3 mil pessoas infectadas, e Roraima, que registrou 301 ocorrências. Até o momento, as duas regiões foram as únicas que reportaram mortes em decorrência do sarampo, com quatro vítimas em cada estado.

Patente de remédio para hepatite C barra produção de genérico nacional

Patente de remédio para hepatite C barra produção de genérico nacional

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial autorizou a patente do Sofosbuvir, retroviral fabricado pela farmacêutica americana Gilead Sciences

São Paulo — O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu nesta terça-feira (18) a patente do medicamento Sofosbuvir para a farmacêutica Gilead Sciences.

Com a decisão, a fabricação de genéricos para tratar a hepatite C pela Farmanguinhos-Fiocruz, que já estava autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fica parada. Agora, apenas a companhia americana poderá vender o remédio no país.

A produção nacional do sofosbuvir genérico geraria uma economia de 1 bilhão de reais ao Ministério da Saúde. Em agosto deste ano, o ministério publicou que o tratamento de 84 dias com o medicamento da indústria privada custa 6,9 mil dólares por paciente.

O INPI afirmou que aprovou a patente para apenas uma molécula do Sofosbuvir feita pela Gilead. “No pedido inicial havia 126 reivindicações referentes a várias moléculas”, disse por nota.

Segundo o órgão, vinculado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a decisão se baseou nos critérios técnicos previstos na Lei da Propriedade Industrial.  Além disso, diz que os interessados podem recorrer por meio de processo de nulidade da patente.

O instituto cita ainda que África do Sul, Colômbia, União Europeia, Estados Unidos, Índia, Japão e Rússia já concederam patentes semelhantes à que foi deferida agora.

Já a Farmanguinhos-Fiocruz afirmou que recebeu com surpresa a notícia da autorização da patente e que “com a produção do genérico, o custo do medicamento seria de um quarto do valor praticado pela indústria estrangeira.”

Procurada, a Gilead Sciences disse que o “sofosbuvir propiciou uma revolução no tratamento da doença e é importante dizer que inovação e propriedade intelectual são essenciais para que continuemos a investir em pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos, resultando na melhoria de vida dos pacientes.”

Acrescentou, ainda, que a empresa está comprometida em fornecer medicamentos inovadores e economicamente sustentáveis para o país. Além de reforçar o compromisso de apoiar o governo brasileiro no projeto de eliminação da doença.

Em nota, o Conselho Nacional de Saúde afirmou que em 2017 já havia solicitado ao INPI que “levasse em consideração os interesses da saúde pública para que o medicamento pudesse ser produzido no país.”

De acordo com o presidente do conselho, Ronald Ferreira dos Santos, a decisão do INPI pode afetar gravemente o combate à doença no Brasil. “Estamos mobilizando os recursos políticos, técnicos e jurídicos para preservar o interesse da saúde pública do povo brasileiro“, disse em entrevista a EXAME.

Ativistas criticam patente

A organização Médicos Sem Fronteiras emitiu um comunicado nesta terça-feira sobre a “equivocada decisão do INPI de conceder a patente do medicamento à empresa Gilead Sciences.”

De acordo com a ong, atualmente há cerca de 700 mil pessoas com hepatite C que não têm acesso ao tratamento por conta do alto custo. Agora, a farmacêutica “terá o monopólio do sofosbuvir, controlando o preço do medicamento e limitando o acesso à cura da hepatite C.”

Já a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids também se manifestou contra a concessão da patente. “A decisão é desastrosa, porque consolida o monopólio da farmacêutica e inviabiliza a compra da versão genérica brasileira, muito mais barata”.

Afirmou, ainda, que a patente pode significar que o Brasil não conseguirá expandir o tratamento da hepatite C para todas as pessoas que precisam e não conseguirá cumprir com compromissos internacionais assumidos, tais como a erradicação da doença até 2030.

Hepatite

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas. Em alguns casos, a doença não apresenta nem sintomas.

As hepatites virais são inflamações causadas por vírus que são classificados por letras do alfabeto em A, B, C, D e E.

No Brasil, mais de 70% (23.070) dos óbitos por hepatites virais são decorrentes da Hepatite C, seguido da Hepatite B (21,8%) e A (1,7%). Em 2017, foram registrados 40 mil novos casos de hepatite viral.  O tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.

Datafolha: Bolsonaro tem 28% e Haddad vai a 16%

Datafolha: Bolsonaro tem 28% e Haddad vai a 16%

No segundo turno, Ciro é o único candidato que venceria todos os rivais, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira

São Paulo – A nova pesquisa do Datafolha divulgada na madrugada desta quinta-feira (20) mostra que Jair Bolsonaro (PSL) segue na liderança com 28%, dois pontos percentuais acima da pesquisa da semana passada.

Em segundo lugar vem Fernando Haddad (PT), que subiu três pontos percentuais no mesmo período e chegou a 16%.

Ciro Gomes (PDT) manteve seus 13% e está tecnicamente empatado com Haddad, já que a margem de erro é de dois pontos percentuais.

A pesquisa foi contratada pela Folha e pela TV Globo. Foram entrevistados 8.601 eleitores de 323 municípios na terça (18) e na quarta (19).

Geraldo Alckmin (PSDB) ficou estagnado com 9% enquanto Marina Silva (Rede) caiu um ponto percentual e tem 7%.

João Amoêdo (Novo) e Álvaro Dias (Podemos) se mantiveram com 3% das intenções de voto cada um.

Henrique Meirelles (MDB) caiu dentro da margem de erro, de 3% para 2%. Brancos e nulos caíram também na margem, de 13% para 12%.

Nas simulações de segundo turno, Ciro é o único que ganha de todos os adversários. Ele tem 45% contra os 39% de Bolsonaro, que empata tecnicamente com Haddad, Alckmin e Marina.

Veja as simulações:

Jair Bolsonaro 41% X Fernando Haddad 41% (brancos/nulos/nenhum: 15%)

Ciro Gomes 41% X Geraldo Alckmin 34% (brancos/nulos/nenhum: 22%)

Geraldo Alckmin 40% X Jair Bolsonaro 39% (brancos/nulos/nenhum: 19%)

Jair Bolsonaro 42% X Marina Silva 41% (brancos/nulos/nenhum: 16%)

Geraldo Alckmin 39% X Marina Silva 36% (brancos/nulos/nenhum: 23%)

Ciro Gomes 45% X Jair Bolsonaro 39% (brancos/nulos/nenhum: 14%)

Geraldo Alckmin 39% X Fernando Haddad 35% (brancos/nulos/nenhum: 24%)

Marina Silva 37% X Fernando Haddad 37% (brancos/nulos/nenhum: 24%)

Ciro Gomes 45% X Marina Silva 31% (brancos/nulos/nenhum: 22%)

Ciro Gomes 42% X Fernando Haddad 31% (brancos/nulos/nenhum: 25%)

E a evolução das taxas de rejeição em relação a semana anterior:

Jair Bolsonaro: de 44% para 43%

Marina Silva: de 30% para 32%

Fernando Haddad: de 26% para 29%

Ciro Gomes: de 21% para 22%

Geraldo Alckmin: de 25% para 24%

Debate na TV Aparecida: candidatos se enfrentam hoje (20)

Debate na TV Aparecida: candidatos se enfrentam hoje (20)

Debate reúne oito candidatos à presidência e começa às 21h30; Fernando Haddad tem a sua estreia à frente do PT

São Paulo – Com Fernando Haddad (PT) participando de seu primeiro debate televisivo nessa corrida presencial, os candidatos se enfrentam hoje (20) às 21h30 na transmissão da TV Aparecida.

Além de Haddad, estão confirmados Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede). Jair Bolsonaro (PSL) continua no hospital e não irá ao debate.

Com mediação da jornalista Joyce Ribeiro, o debate será realizado no Santuário Nacional, em Aparecida (SP). O debate terá três horas de duração e será dividido em cinco blocos.

Além da transmissão no canal da TV Aparecida, haverá retransmissão pela TV Cultura. No rádio, a Rede Aparecida e a Rede Católica de Rádio transmitirão o evento. Na internet, o Portal A12, do Santuário Nacional, fará a transmissão.

Entre radicais, mercado opta por direita

Entre radicais, mercado opta por direita

Embora favoritismo seja claro, o mercado financeiro sempre preferiu candidatos mais de centro

A cada pesquisa eleitoral que é divulgada, aponta-se mais para um embate de extremos no segundo turno. De um lado, a direita de Jair Bolsonaro (PSL). De outro, a esquerda petista de Fernando Haddad. E o mercado dá sinais claros de que, se a disputa é essa, seu lado será o da direita.

Essa preferência é notada nos números do dólar e da Bolsa. Pesquisas mostrando a subida de Bolsonaro nas intenções de voto têm tido o pendão de fazer a Bolsa subir e o dólar cair. Embora isso não queira dizer que o candidato do PSL represente o sonho do mercado financeiro, que sempre preferiu alguém mais de centro – como Geraldo Alckmin (PSDB). Mas o inimaginável, para esse setor, seria a volta da gestão petista.

“No cenário que temos hoje, é impossível cravar qualquer resultado, mas os preços refletem as probabilidades”, diz Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Capital e ex-diretor de Política Monetária do Banco Central. “E é sempre importante lembrar que não estamos falando de uma situação de tranquilidade na economia para o próximo presidente.”

A grande questão, diz, é que, de um lado, há um candidato, do PT, que não está dizendo claramente que é preciso resolver a questão fiscal, de um partido que não assume que o País tem um grave problema. “De outro, os economistas de todos os outros candidatos admitem que há um problema. O mercado considera que um governo petista seria pior.”

Figueiredo avalia que os economistas ligados ao PT têm dificuldade em reconhecer que o País tem um problema. “Não é uma questão de apoiar uma proposta liberal. Depois, a gente pode e deve discutir as outras propostas dos candidatos, mas o principal agora é manter o País respirando.”

Para a economista-chefe da Rosenberg, Thais Zara, dadas as grandes diferenças entre os dois programas de governo – o de Bolsonaro com um tom mais liberal, falando em reformas e ajuste fiscal, e o do PT, que não toca em questões estruturais, como a reforma da Previdência -, o mercado acaba se sentindo mais próximo de Bolsonaro. “As sinalizações antidemocráticas de Bolsonaro pesam menos que a agenda econômica.”

Gestão

“O mercado vê com bons olhos o encaminhamento de reformas que um eventual governo Bolsonaro sugere e, principalmente, quer se afastar da forma de gestão dos governos do PT”, diz André Perfeito, economista-chefe da Spinelli. Mas ele afirma, no entanto, que a agenda proposta por Paulo Guedes – que prevê, por exemplo, privatizações em massa – seria difícil de ser executada.

“A proposta de privatizações massivas é de difícil execução. Em alguns setores, como o elétrico, é até viável. Mas nada no nível proposto por Guedes.” O economista de Bolsonaro calcula em cerca de R$ 1 trilhão os ativos a serem privatizados.

Um dos temores é que o passado de posições intervencionistas do deputado Bolsonaro se choque com a agenda de Guedes. “Ainda assim, mesmo parecendo que ele teria um mandato conturbado, o mercado deixa para discutir o dia seguinte à eleição depois”, diz Perfeito.

Apesar de o ex-prefeito de São Paulo ser tido como um candidato mais palatável do que Lula, como a candidatura Haddad tem feito um vínculo direto com o ex-presidente, a vitória petista em um primeiro momento é considerada mais preocupante que a da direita.

“Em um primeiro momento, o mercado comemoraria a vitória de Bolsonaro, pela agenda liberal. Ao longo do governo, porém, poderia haver uma ressaca dessa empolgação. As dificuldades para implementar essa agenda apareceriam e o mercado ficaria novamente estressado”, avalia a economista da Tendências Alessandra Ribeiro. Ela diz acreditar que o investidor não embarca tomado de otimismo na candidatura Bolsonaro, mas tenta medir qual opção é a “menos pior”.

Com Haddad no Planalto, diz Alessandra, o movimento seria inverso: o mercado reagiria mal no primeiro momento, mas poderia afastar parte dos temores, caso o PT implementasse uma política mais pragmática, com algum tipo de reforma da Previdência e um ajuste fiscal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Como esta técnica simples de marketing já salvou muitas empresas

Como esta técnica simples de marketing já salvou muitas empresas

O que é inbound marketing? Saiba como a estratégia de produção de conteúdo qualificado pode aumentar as vendas do seu negócio

São Paulo – Quando se pensam em estratégias de marketing, a primeira que vem à mente é a de inserir comerciais: você está assistindo a uma novela na televisão e, de repente, uma propaganda aparece.

Os tempos mudaram. Hoje, o mundo do marketing prefere um modelo mais parecido com o da Netflix: direcionar a série certa para o público certo é que gerará mais vendas, e não a inserção de publicidade.

É mais ou menos assim que o inbound marketing – um termo que ganhou notoriedade no mundo das empresas nos últimos anos – funciona. Por meio de produção de conteúdo relevante e de relacionamento com o consumidor, um negócio consegue atrair seus clientes e gerar vendas mais qualificadas de seus produtos e serviços.

inbound tem apresentado resultados relevantes: segundo a startup Resultados Digitais, 93% das compras efetuadas em ambiente online começam com uma simples pesquisa em buscadores. Além disso, 80% dos consumidores preferem buscar informações sobre um determinado produto em um artigo completo do que em um anúncio publicitário.

“Antes, eu era obrigado a ver um conteúdo em um certo horário e suportar os comerciais. A publicidade tradicional começou a perder valor: as pessoas não têm mais paciência e ela está cada vez mais curta, como vemos no YouTube, que possui anúncios com duração de 15 a 30 segundos”, explica Vitor Peçanha, co-fundador da Rock Content.

O lado bom disso tudo: agora, as pequenas e médias empresas conseguem fazer um marketing tão eficiente quanto as gigantes, já que a regra é ser relevante e não pagar anúncios vultosos em grandes canais de mídia.

Mas como sua pequena empresa pode aproveitar o inbound marketing, que não envolve grandes custos, para incrementar as vendas durante a recessão econômica? Confira, a seguir, como fazer bom uso dessa estratégia:

A base do inbound marketing

O primeiro passo para fazer o inbound marketing é saber o que seu público-alvo deseja. “Você pode descobrir o que eles querem por meio de pesquisa de volumes de buscas no Google, por exemplo, e isso pode ser feito com softwares gratuitos ou pagos”, explica Peçanha, da Rock Content.

Depois de descobrir interesses, sua empresa deve produzir informações que façam sentido com tais buscas – e o post deve ser tão bem executado que atraia vários potenciais clientes.

“Alguns deles irão se identificar, e aí você conseguirá vender. Esse processo de seleção é conhecido justamente pelo nome de funil de vendas.”

Um exemplo prático do inbound em ação são os blogs: eles produzem postagens relevantes para seu público-alvo, gerando vendas por meio de um modelo que integra conteúdo e publicidade. “Antes, os blogs eram apenas diários pessoais. Agora, são sites estruturados de conteúdo de nicho – ou seja, são o inbound personificado”, explica Celso Fortes, diretor da agência digital Novos Elementos.

Dicas extras para fazer um inbound marketing excepcional

1 – Deixe de lado as propagandas

A primeira dica para sua empresa fazer um inbound marketing excepcional é, claro, não pensar que seus posts são propagandas. “Não corte o conteúdo para falar ‘compre da minha empresa’ ou algo parecido. Seu negócio irá vender como consequência de seu conteúdo ser relevante”, explica Peçanha, da Rock Content.

2 – A mentira não compensa

Da mesma maneira, mantenha o compromisso com seu público-alvo e entregue o que promete em seus títulos e chamadas de busca. “Se a cada etapa, da leitura até a compra, o usuário não receber exatamente o que está procurando, o funil de vendas do inbound marketing é quebrado”, afirma Fortes, da Novos Elementos. “Não adianta você anunciar algo e, quando o cliente entra, ver outra coisa. Há até ferramentas no Google que coíbem esse tipo de anúncio.”

3 – Assuma o compromisso de publicar sempre

Quanto aos posts em si, Peçanha recomenda sempre atualizar o blog da sua empresa com novos conteúdos. “Cada post atrai uma parcela do seu público-alvo. Cobrindo mais temas do universo do seu mercado, suas possibilidades de venda aumentam. Pense em sua marca como uma editora.”

4 – Aposte em conteúdos duradouros

Outra dica é apostar em informações que não percam valor ao longo do tempo – um tipo de conteúdo chamado de evergreen.

Pense em um post como “Cinco receitas para cozinhar com bacon”, por exemplo. “Há informações nesse conteúdo que podem ser relevantes a qualquer momento. Na internet, essa qualidade é muito importante: as pessoas podem pesquisar seu post independentemente do noticiário, gerando tráfego recorrente”, diz Peçanha.

5 – Atenção com as métricas

Mesmo a base do inbound marketing sendo a produção de informações relevantes, a técnica vai além de um simples “marketing de conteúdo”. Uma parte igualmente essencial é a medição dos resultados em termos de receita para sua empresa.

“Muita gente esquece da parte de ter uma metodologia para transformar toda essa audiência em vendas. Acompanhe todas as métricas: visitas globais, visitas de cada post e, principalmente, quanto é vendido a cada mil visitas”, conclui Peçanha.

Governo publica MP que adia reajuste salarial de servidores

Governo publica MP que adia reajuste salarial de servidores

Medida foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União de sexta-feira, 31

O presidente Michel Temer editou a Medida Provisória 849/2018, que adia o reajuste salarial dos servidores civis federais de 2019 para 2020. A medida foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira, 31.

Segundo o governo, se aprovado pelo Congresso Nacional, o adiamento dos aumentos deve gerar uma economia de R$ R$ 4,7 bilhões. Inicialmente, a estimativa era de um impacto positivo de R$ 6,9 bilhões em 2019. No entanto, conforme explicou o governo, foi preciso tirar desse valor R$ 2,2 bilhões relativos a reajustes em benefícios que não chegaram a ser regulamentados.

O ministro explicou na sexta, quando detalhou a proposta do Orçamento de 2019, que, por uma questão de prudência, o impacto não foi contabilizado no projeto. Ou seja, a previsão de gasto com pessoal foi mantida em R$ 325,9 bilhões em 2019. “Caso a MP não seja aprovada, já teremos orçamento compatível com essa realidade. Se a MP for aprovada, ao longo da tramitação do Orçamento, haverá recursos adicionais que poderão ser aplicados para aumento de investimentos”, disse Guardia.

Em outra edição extra do Diário Oficial, também com data de sexta-feira, o governo formalizou o envio do Projeto da Lei Orçamentária Anual de 2019 (PLOA 2019) ao Congresso Nacional. A peça orçamentária, apesar do adiamento do reajuste dos servidores do Executivo, mantém o reajuste do Judiciário. O acordo, segundo o Broadcast já informou, é conceder esse reajuste em troca do fim do auxílio-moradia e do auxílio-alimentação.

Questão da Venezuela é consequência do desgoverno brasileiro, diz Ciro

Questão da Venezuela é consequência do desgoverno brasileiro, diz Ciro

Ciro Gomes criticou o descaso do governo Temer com os refugiados venezuelanos no norte do país e disse que o Brasil tem a obrigação de recebê-los

São Paulo – O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse que a questão da Venezuela é consequência do desgoverno brasileiro que deixou de mediar esse conflito, citando tanto PT quanto o governo do presidente Michel Temer e disse que o Brasil precisa retomar o papel natural de liderança na região para “desarmar essa bomba”.

“A questão da Venezuela é consequência do desgoverno brasileiro, que desertou da nossa tarefa natural de mediar esse conflito, porque para o PT, tem que alisar o regime Maduro, que não tem mais condições de governar a Venezuela e para os americanos, a quem serve esse governo Temer, é isolar e estabelecer um ambiente de guerra civil”, afirmou Ciro.

A declaração do candidato ocorre em meio a pedidos do governo do Estado de Roraima para que se feche a fronteira em Pacaraima, que no mês passado foi palco de um conflito entre moradores locais e imigrantes venezuelanos. O presidente Michel Temer disse na semana passada que não considera fechar a fronteira.

Ainda segundo Ciro, o Brasil tem a obrigação moral de acolher esses refugiados. “O Brasil tem a obrigação moral, pouco importa o quanto pobre nós sejamos, por sermos quem somos. Somos um país construído pela força migrante, pela violência da escravidão, pela violência das guerras nos continentes europeus, que trouxeram italianos, poloneses, alemães, japoneses para o nosso país em grande profusão”, afirmou ele.

Ciro também lembrou que há uma quantidade enorme de brasileiros vivendo fora do país.

“Onde há um país, tem um brasileiro humilhado e sofrendo. Nós não temos direito, por sermos quem somos, de não proteger os refugiados, pobres que sejamos”, disse.