Internacional

As principais notícias internacionais você encontra aqui no De Mão em Mão. Compartilhe com seus amigos, eles também tem necessidade de informação. Notícias internacionais é no De Mão em Mão!

É oficial! Catalunha declara independência da Espanha

Agora é oficial: A Catalunha declara independência da Espanha. A novela que vinha se estendendo há muito tempo, teve fim hoje! A Catalunha é independente! Confira a matéria completa feita pela Folha.

O Senado espanhol aprovou na sexta-feira (27) a intervenção direta na Catalunha para destituir o governo regional de Carles Puigdemont e convocar eleições antecipadas nos próximos meses.

A decisão foi tomada pouco depois depois de o Parlamento catalão aprovar a criação de uma constituinte para proclamar a independência.

O texto do Senado precisa ser publicado no diário oficial e ser aprovado em definitivo pelo conselho de ministros. A expectativa é de que todo esse procedimento seja cumprido ainda nesta sexta, possivelmente com efeito imediato.

A intervenção espanhola, aprovada pelo Senado por 214 votos a favor e 47 votos contra, se baseia no Artigo 155 da Constituição, sob o qual o Estado pode forçar uma administração regional a cumprir a lei —neste caso, a Catalunha, território que tem insistido em sua independência, considerada ilegal pelo governo central.

“Quero agradecer o apoio”, discursou o premiê espanhol, Mariano Rajoy, após a votação. Ele afirmou que o Parlamento catalão violou a lei e provou, assim, a necessidade de que o Artigo 155 seja ativado.

“O governo tomará as medidas necessárias nesta mesma tarde para recuperar a legalidade. Digo a todos os catalães que as coisas serão bem feitas, com medida e eficiência. Estaremos à altura das circunstâncias.”
Com a destituição do governo catalão, Madri irá assumir suas competências em caráter temporário, distribuídas entre os ministérios espanhóis.

O Parlamento catalão não será dissolvido, mas terá sua atividade legislativa reduzida. A Casa não poderá mais, por exemplo, escolher seu próprio presidente nem votar leis que estejam em conflito com a legislação espanhola.

Puigdemont poderia ter interrompido o Artigo 155 se tivesse convocado ele mesmo as eleições antecipadas. Havia rumores de que fosse fazer isso na quinta-feira (26), e ele disse ter cogitado o gesto —mas não o fez.

A aplicação Artigo 155 tem o apoio das principais siglas espanholas, como o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) e o Cidadãos, de centro-direita. Mas esse texto nunca foi antes utilizado na Espanha, e as consequências são por ora imponderáveis.

O que já está previsto é o repúdio do governo catalão e o incremento dos protestos em Barcelona, acusando Madri de autoritarismo.

Caso as eleições sejam de fato realizadas nos próximos seis meses, quando estavam previstas apenas para o fim de 2019, será também um momento recheado de expectativa —caso separatistas aumentem seu número de assentos no Parlamento regional, a crise pode ser retomada com ainda mais força.

A Bolsa espanhola caía 1,7% logo após o anúncio do Parlamento catalão.

Mais cedo, o Parlamento regional catalão aprovou o início de uma constituinte para proclamar uma república independente, agravando a crise territorial espanhola.

A constituinte foi proposta pela aliança separatista Junts pel Sí, em acordo com a CUP (Candidatura de União Popular), cujos legisladores celebraram a vitória entoando o hino catalão Els Segador. Houve 70 votos a favor, 10 contra e dois em branco.

Foram essas duas forças que impulsionaram o plebiscito de 1º de outubro, com 43% de participação e 90% dos votos no “sim”.

“Sim. Ganhamos a liberdade para construir um novo país”, escreveu o vice-presidente catalão, Oriol Junqueras, em uma rede social.

Outras siglas, como o Partido Popular e o Cidadãos, deixaram a sala no momento em que a votação foi anunciada —entre os gritos rivais de “viva Catalunha!” e de “viva Espanha!”.

Em meio ao agravo da crise, o Ministério Público pode acusar Puigdemont e o restante da liderança catalã pelo crime de rebelião, que leva a até 30 anos de prisão. A acusação pode vir já na próxima segunda-feira (30).

Mas o fato de que o voto no Parlamento catalão foi secreto e feito em papel, apesar dos protestos da oposição, dificultará esse processo.

Isso provavelmente inclui não apenas o presidente catalão, Puigdemont, do Junts pel Sí, mas também alguns de seus principais aliados, como o vice-presidente, Junqueras.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou por sua vez que “para a União Europeia, nada muda. A Espanha é o único interlocutor”. 

Fonte: Folha

Custos do mundial de 2018, subiram 510 milhões de euros

Quem é que não tá ansioso para o início da Copa do Mundo de 2018 na Rússia? Todos estão! Será uma linda festa, mas essa festa será barata? Autoridades responsáveis pela organização dos jogos, anunciaram um aumento no orçamento de 510 milhões de euros. Veja, abaixo, a matéria do Observador:

As autoridades russas disseram esta terça-feira que o Mundial 2018 de futebol vai custar mais 600 milhões de dólares, cerca de 510 milhões de euros, do que tinha sido inicialmente previsto.

Os organizadores e o governo russo não apresentaram explicação para o aumento dos custos, publicados esta terça-feira num decreto assinado pelo primeiro-ministro, Dmitri Medvedev.

Segundo o decreto, os custos aumentaram de 34,5 mil milhões de rublos, cerca de 510 milhões de euros, para 678 mil milhões de rublos, cerca de 10 mil milhões de euros.

Destes valores, 57,6% provêm do orçamento federal, 13,6 do governo regional e 28,8 de “entidades legais”, que inclui empresas privadas e estatais.

Fonte: Observador

50 mil euros serão doados pela União Europeia às vítimas dos fogos em Portugal e Espanha

Você já deve estar sabendo do fogo que atingiu Portugal e Espanha. Esse fogo deixou vários feridos, então, a União Europeia se manifestou financeiramente para ajudar as vítimas.

A União Europeia vai entregar, para já, 50 mil euros às vítimas dos incêndios em Portugal e Espanha, uma decisão “simbólica” para mostrar “proximidade” com as populações afetadas.

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, disse esta segunda-feira, na abertura da sessão plenária em Estrasburgo, que a decisão foi tomada conjuntamente com os presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Fonte: Jornal de Notícias

Nos EUA, professores serão armados para defender alunos

O que você acha de professores usarem armas para defenderem seus alunos? É, no mínimo, interessante pensar no assunto. O El País escreveu uma matéria sobre o assunto, vejam abaixo.

Nos Estados Unidos, país que registrou 242 ataques com armas em escolas e universidades nos últimos cinco anos, o debate sobre a forma mais efetiva de prevenir esse tipo de crime passa por opções tão distintas quanto um maior controle sobre a venda de armas, a permissão de que professores possuam armas para defesa dos estudantes e uma abordagem para identificar e tratar jovens que possam se tornar um futuro agressor.

A discussão é polarizada como tudo o que envolve o direito ao porte de armas nos EUA, garantido pela Segunda Emenda da Constituição.

Segundo levantamento recente do Centro de Pesquisas Pew, 66% que possuem ao menos uma arma apoiam a ideia de que professores e funcionários portem armas em escolas de ensino primário para defender alunos. Entre quem não tem armas, o percentual cai para 35%.

O debate se acentuou após o massacre da escola primária Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, em dezembro de 2012, onde um atirador matou 20 crianças entre seis e sete anos e seis adultos.

Uma lei federal americana de 1994 proíbe a posse de armas dentro e num raio de até 300 metros de uma escola primária. Em oito Estados, no entanto, a proibição não se aplica a quem tiver autorização de possuir armas. Alguns distritos escolares, como Hanover, em Colorado Springs (Colorado), inclusive, decidiram recentemente, por votação, permitir que professores levem armas para a sala de aula.

Para a especialista da Universidade do Sul da Califórnia Marleen Wong, que foi assessora do Departamento de Educação no governo Obama para a prevenção de ataques com armas em escolas, a solução não é a ideal para o problema: “Não acho que devam haver armas nas escolas”.

Wong é defensora de programas como o Projeto Aware (alerta, em inglês), do governo federal, que tem como foco treinar professores e funcionários de escolas para identificar adolescentes que sinalizem qualquer tipo de comportamento ou transtorno mental que possa levar a uma ação extrema.

“Os professores podem observar mudanças no histórico escolar, com notas caindo de repente, ou no comportamento do estudante que passa a brigar mais com outras pessoas, fazer desenhos perturbadores ou escrever textos sobre machucar outras pessoas.”

Segundo Wong, há um padrão de isolamento entre os autores desse tipo de crime que muitas vezes não é percebido ou é até negligenciado por familiares e pela escola. “Em muitos casos, o jovem chega a verbalizar o que pretende fazer para outros estudantes, mas eles minimizam, acham que é uma piada e não contam a ninguém”, diz.

No caso do adolescente de 14 anos que matou estudantes a tiros nesta sexta (20) em Goiânia (GO), o garoto disse à polícia ter matado os colegas porque sofria bullying.

O atirador também afirmou aos policiais ter se inspirado no massacre da Columbine High School, em 1999, nos EUA, crime ocorrido quatro anos antes de ele nascer. Na tragédia que chocou o país e o mundo, dois adolescentes armados mataram 13 estudantes e um professor na escola de Littleton, no Colorado.

“Muitas vezes esses jovens se identificam com outros que cometeram ataques e chegam à conclusão de que essa é a maneira possível de resolver os problemas”, diz Wong.

Segundo um levantamento da Everytown for Gun Safety, uma das principais organizações de lobby contra as armas, dos 242 ataques registrados em escolas e universidades americanas desde 2013 (33 só em 2017), mais da metade (53%) ocorreu numa escola primária. Entram na conta apenas as ações em que uma arma é disparada dentro de uma escola ou de um campus.

Uma análise feita com os dados dos 160 ataques registrados até o fim de 2015 (e que deixaram 59 mortos e 124 feridos nos EUA), mostrou que mais da metade dos jovens que atiraram teve acesso à arma dentro de casa. No caso de Goiânia, a arma usada pelo garoto era da mãe, que é policial militar, assim como o pai.

De acordo com um levantamento recente do Centro de Pesquisas Pew, dos adultos americanos que possuem pelo menos uma arma, 38% dizem mantê-la carregada e “com fácil acesso” em casa e 17% dizem fazer isso “a maior parte do tempo”. Um terço deles diz que nunca guarda a arma carregada.

Fonte: El País