Essa semana, o governo Temer passou por uma prova, onde, na Câmara, ganhou a votação para arquivar a segunda denúncia contra ele. Alguns deputados, que estavam do seu lado na primeira votação, não continuaram na segunda votação, por tanto, “cabeças vão rolar”. Veja a matéria completa feita pelo Estadão.

O ‘Diário Oficial da União’ começa a trazer hoje demissões de apadrinhados de deputados que votaram a favor da abertura de processo contra Michel Temer. Serão punidos nessa primeira leva os deputados que sempre foram bem tratados pelo governo, tendo seus pleitos atendidos, mas, nas palavras de um ministro, se “acovardaram”. O governo decidiu cumprir rápido a promessa de que os traidores não serão perdoados para recompensar sua base de apoio. Os cargos serão redistribuídos entre os que ajudaram a enterrar a segunda denúncia.

O governo considera que teve 276 votos contra a segunda denúncia e não os 251 mostrados no placar. A conta inclui os 25 ausentes. Quem não votou, na prática, ajudou Temer.

Mesmo seguindo essa lógica, o governo teve menos votos na segunda denúncia comparada à primeira. Na ocasião, o governo recebeu, somados votos e ausências, o apoio de 283 deputados.

Deputados avisaram ao governo que se ausentariam da sessão porque estavam sendo pressionados por eleitores a votar contra Temer. A falta foi a estratégia encontrada para evitar o voto contrário.

Aliados de Michel Temer já começaram a traçar o perfil de novos ministros para sugerir ao presidente no momento em que 12 terão de se desincompatibilizar para disputar as eleições de 2018.

O primeiro da lista é o assessor especial Mozart Vianna. Respeitado e conhecido no Congresso, ele é cotado para assumir a articulação política, cargo ocupado por Antonio Imbassahy, que deve concorrer à reeleição de deputado federal.

O deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) não conseguiu votar a favor da denúncia da PGR contra Temer porque estava no banheiro. Quando correu de volta ao microfone, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não permitiu o voto fora da ordem.

Com o “acidente” que tirou um voto da oposição, um grupo de deputados quer mudar o regimento para permitir uma segunda chamada.

Quatro meses depois do julgamento da chapa Dilma-Temer, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não publicou o acórdão que permite ao Ministério Público recorrer da decisão que rejeitou a cassação da chapa.

O TSE informou que os acórdãos costumam ser publicados um mês após o julgamento. Mas, devido a ineditismo, essa ação não se encaixa nos padrões dos demais processos.

Segundo o tribunal, os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux ainda estão revisando seus votos. Os demais já finalizaram. E até quando eles podem entregar os votos? “Não há prazo regimental para conclusão da revisão para a publicação do acórdão”, diz o TSE.

Joesley e Ricardo Saud, da JBS, pediram ao ministro Edson Fachin mais tempo para complementarem suas delações premiadas. O prazo, já prorrogado uma vez, termina no fim do mês.

Os delatores querem ainda que seja suspenso o período de seis meses para pagamento da multa estipulada no acordo, que começa em novembro.

Fachin decidiu ouvir a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, antes de tomar sua decisão.

 

Fonte: Estadão